segunda-feira, dezembro 28, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 28 de Dezembro de 2009 – A minha campanha a favor da atribuição do prémio Inês de Castro a Lídia Martínez começou a ter “feed-back”. Casimiro de Brito, Vitor Oliveira Mateus, Emanuele Balzani, Jorge Pereira Sampaio, José Ribeiro, Paulo Neto e Maria Reis Lima, responderam simpaticamente.

Começo a acreditar que a coisa tem pernas para andar. A Fundação Inês de Castro, doravante, não vai ter desculpas. E os senhores jurados têm a estrita obrigação de pesquisarem e atribuírem o prémio a quem o merece.

Aguardemos, pois, com confiança.

domingo, dezembro 27, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 27 de Dezembro de 2009- Só hoje pude ver imagens da cerimónia de apresentação de cumprimentos do primeiro-ministro ao presidente da República. Apesar da cerimónia ter uma natureza meramente protocolar, a frieza das comunicações e das atitudes mostram até que ponto os dois protagonistas andam de costas voltadas. Dir-se-ia que a cena se podia ter passado num qualquer palco e com os actores de costas um para o outro.

Neste momento, penso que ambos servem mal Portugal: um não governando; o outro não presidindo (o Zé Ribeiro não leva a mal). E assim frio vai o relacionamento dos dois principais actores da política portuguesa, ainda que em consonância com o frio deste princípio de Inverno.

Não tenho qualquer simpatia pelos personagens, porque creio sinceramente que nunca terão dado nada de importante a Portugal. Feitas as contas, provavelmente ambos receberam mais do que deram. Era bom que ambos dissessem adeus aos cargos e permitissem o aparecimento de novos protagonistas. Mas esse seria um gesto demasiado nobre para estes dois homens. E os seus horizontes não têm a largueza de que Portugal carece.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 26 de Dezembro de 2009 – Ontem, ocorreu-me a ideia de utilizar o “facebook” para sugerir a algumas pessoas uma campanha a favor da atribuição do prémio Inez de Castro a Lídia Martinez.

O prémio foi atribuído a personalidades de mérito indiscutível como Teolinda Gersão e António Osório. Este último é não só um grande poeta, mas também um dos poetas da minha preferência. E no entanto, penso que há uma personalidade que, antes de qualquer outra, merecia ser agraciada com o galardão atribuído pela Fundação Inês de Castro: Lídia Martinez.

Apesar do apelido, Lídia Martinez é portuguesa; porém, vive em França há décadas, onde tem exercido múltiplas actividades artísticas, com o mito “inesiano” como pano de fundo. Lídia dança, escreve poesia e textos dramáticos, pinta, desenha, etc., fazendo do amor de Pedro e Inez o grande “leit-motiv” do seu trabalho. Com a particularidade de o fazer fora de Portugal, ainda que a Portugal traga, de quando em vez, a representação e a dança. As Cartas de Pedro e Inez foram editadas pela Ulmeiro e estão esgotadas.

Pelo que afirmo no parágrafo anterior, Lídia merece ser agraciada com o Prémio Inez de Castro. Para mim, que não tenho quaisquer dúvidas, é uma questão de elementar justiça. Espero que não continue a prevalecer a lógica do círculo fechado e do amiguismo.

NATAL

D. PEPE TAMBÉM TEVE O SEU NATAL

domingo, dezembro 20, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 20 de Dezembro de 2009- Também compartilho da opinião de que um país sem crianças é um país sem futuro. E há muito tempo que tenho esta opinião, porque me tenho dado conta do encerramento das escolas; porque olho para os parques infantis e os vejo vazios; porque sempre li jornais e me interessei pelos problemas demográficos.

Penaliza-me a ideia de que Portugal vai perder muita população até ao ano de 2050. A perda de um milhão e tal de habitantes significa que fomos governados por políticos incompetentes e sem grande interesse pelos portugueses e pelas famílias portuguesas. Significa, sobretudo, que temos sido governados por políticos oportunistas e sem qualquer interesse pela perenidade da pátria. Significa que fomos governados por oportunistas que foram mamando nas tetas da pátria, desalmadamente, preocupando-se apenas com as suas excelsas pessoas e com as excelsas pessoas das suas famílias e amigalhaços.

Os que negam aumentos miseráveis aos seus concidadãos e vivem bem com a opulência e com o desperdício, merecem bem que os mandemos àquela banda. Puta que os pariu!

sexta-feira, dezembro 18, 2009

FRAGMENTÁRIA MENTE

Ernesto Costa (Presidente da Junta, no uso da palavra)
O poeta João Teixeira (falando de experiências literárias)
assistência atenta

Santa Iria de Azóia, 15 de Dezembro de 2009É evidente que todos os “fazedores “ têm um ego muito grande. E eu, como todos os outros que fazem, não sou, obviamente, uma excepção. Fiquei contente, ainda há pouco, quando recebi uma mensagem no telemóvel a louvar o Fragmentária Mente. O texto vinha incompleto e sem assinatura.

Eu sei que não produzi nenhuma obra-prima. Nunca escreverei obras-primas, porque não fui bafejado pelo indispensável talento; no entanto, o livrito tem meia dúzia de poemas que não envergonham ninguém. Eram esses, provavelmente, que o meu amigo João Teixeira considerou bem esgalhados.

Gratificante para mim foi o facto de ter tido uma assistência considerável. De amigos e familiares. E também de autarcas e de representantes de outras entidades. Estas gratas presenças foram muito mais importantes que qualquer nota de rodapé numa qualquer pantalha.

É talvez por isso que tanto amo a minha família e os meus amigos. E Santa Iria.

domingo, dezembro 13, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 13 de Dezembro de 2009 – De vez em quando, interrompo a escrita deste diário, que já dura de forma mais ou menos consequente há cerca de quinze anos. Agora escrevo directamente no computador; porém, tempos houve em que escrevia nuns caderninhos, para depois passar tudo a limpo. Acho que nunca acabei a tarefa.

O Manuel Ramos Ribeiro, Manuel Ramos para os amigos, perguntou-me várias vezes a razão desta minha teimosia. Pensava o ilustre e penetrante professor de língua portuguesa que só os famosos escrevem diários. À luz dos tempos que correm, e tendo em conta o que se vai escrevendo nos “blogs”, dir-se-ia que a escrita diarística nunca teve tantos cultores e também leitores. No fundo, famosos e menos famosos, cada vez são mais aqueles que vão deixando, numa prosa ligeira e precária, a sua visão do rectângulo e do mundo.

A semana passada ficou marcada por vários acontecimentos importantes. No plano internacional, registe-se a entrega do Nobel da Paz a Obama e as grandes manifestações de Copenhaga e de Atenas (?); no plano nacional, deixe-se nota da aprovação de um OE rectificativo e das discussões à volta da corrupção e do seu caso mais famoso na actualidade, ou seja, o caso “face oculta”.

E assim retomei este Diário.

PS: O profeta da desgraça, um tal Medina Carreira, continuou em palco e com assistência garantida. Porque os discursos da desgraça, em Portugal, têm sempre muitos adeptos.

sábado, dezembro 05, 2009

FRAGMENTÁRIA MENTE

Filipa Barata faz a apreciação do livro
Assistência atenta


FRAGMENTÁRIA MENTE
O autor autografa o exemplar do seu primeiro editor




terça-feira, dezembro 01, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 1 de Dezembro de 2009 – A editora ULMEIRO, que já não tem qualquer actividade, completaria um destes dias quarenta anos de existência. Paralelamente à vida da editora decorreu a vida de José Ribeiro, que, sem grandes proventos pessoais, viveu uma vida de e para os livros. Por ali passaram autores como António Ramos Rosa, Raul de Carvalho, António Salvado, Maria Ondina Braga, José Jorge Letria, Orlando de Carvalho, Viale Moutinho e muitos outros.
A Ulmeiro, ainda que fosse uma entidade jurídica distinta, confundia-se com a LIVRARTE e esta com aquela, porque era ali na Rua do Uruguai que o casal, Lúcia e José Ribeiro, tinham as suas empresas, ou seja, a LIVRARTE e a ULMEIRO, respectivamente.
Conheci o Zé Ribeiro na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa há um quarto de século. De lá para cá, com mais ou menos assiduidade, encontramo-nos para tagarelar e almoçar. E creio que assim continuará a ser.
Há muito tempo que não passo pela LIVRARTE. Soube, através de um “mail” do Zé Ribeiro, que a livraria vai ter, brevemente, vida nova. No entretanto, vai promover, com grandes reduções, a venda dos seus inúmeros materiais. Creio que será uma oportunidade única para descobrir algumas raridades, sim, que a LIVRARTE tem muitas raridades.
Bora lá!


segunda-feira, novembro 30, 2009

O FLUIR DO TEMPO


I
É o tempo
- O inexorável tempo -,
Que atenua a minha mágoa
E mostra quão profundas
Eram as nossas raízes.


II
Um Verão vai
E outro vem.
E neste vaivém,
Decorre a minha vida.

Esta vida que vai,
Vai e não vem.


III
Lentas,
As nuvens vêm
E vão.

Umas deixam (m)água
E outras não.

Ah, só o Verão,
Esplendoroso,
Alegra o meu coração.

O Outono não.


IV
No Outono,
Sou um território de tédio
E sono.

sábado, novembro 28, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 28 de Novembro de 2009 – Começo a sentir um certo asco por Medina Carreira, que tem presença regular na SIC-Notícias, para anunciar aos sete ventos desgraças futuras. Dir-se-ia que o homem podia ser ouvido uma ou duas vezes e depois mandado à vida, que há outros portugueses tão portugueses como Carreira e que não se arvoram em profetas da desgraça.
O pior é que a coisa já pegou de estaca, permitam-me a expressão popular, e começa a fazer escola. Abra-se o expresso, que é da mesma empresa ou grupo de empresas da SIC-Notícias e encontrar-se-á uma panóplia de opiniões que vão todas no mesmo sentido. Até o romancista Sousa Tavares anda preocupado com as finanças do país e também Ricardo Costa e muitos outros, com formação em economia ou não.
Têm todos, ou quase, traços comuns: pertencem às elites, têm altos rendimentos, têm mundo e vagar para se entreterem com as finanças do país. No entanto, toda esta gente acha que paga impostos a mais e que não é possível aumentar mais os impostos. Não os vemos a reclamar contra as desigualdades instaladas e que se acentuam quase quotidianamente.
Se o país vai ou não para a bancarrota não é questão que preocupe a maioria dos portugueses, porque uma percentagem elevada de portugueses já se encontra na bancarrota. O que eles não ousam, porque apreciam todos os seus privilégios, é dizer que este modelo de sociedade é iníquo e que deve dar lugar a outro, que privilegie a justiça social, o mundo do trabalho, a produção nacional. O que eles não ousam é dizer que o sistema capitalista e os actores que o servem, deveriam ser varridos.
Cá para mim, isto vai acabar por se resolver na rua.

quinta-feira, novembro 26, 2009

DO MEU DIÁRIO

FRAGENTÁRIA MENTE
Santa Iria de Azóia, 26 de Novembro de 2009Fragmentária Mente, que será apresentado urbi et orbi, no próximo dia cinco de Dezembro, na Casa da Cultura de Santa Iria de Azóia, é um livro de poesia branca, pueril e de mensagem simples, segundo comentários de alguns amigos. E com algumas coisas bem esgalhadas, segundo o poeta João Teixeira, que, conjuntamente com Filipa Barata, fará a apresentação.
Fragmentária Mente foi-se fazendo, dando-se a circunstância de integrar textos com cerca de trinta anos, que é o caso dos poemas “Palestina Minha Amada” e de “Tocador de Flauta”. Ambos foram escritos no início dos anos oitenta e publicados no jornal Vento Novo de Sacavém. Importante, verdadeiramente importante, é o facto do meu amigo José Ribeiro encontrar que dei um grande salto qualitativo. E de ter gostado do livrito.
A minha poesia, que de poesia se trata, é, na verdade, uma poesia de grande simplicidade, embora a sua feitura tenha implicado um processo de criação mais ou menos longo. A simplicidade é, não raramente, o fruto de muita perseverança. E porque não dizê-lo de contumácia. A arte de versejar é servida por seres que têm existência no real e que trabalham arduamente para recriarem “permanentemente o mundo”, para o “servir pleno de harmonia em esplendorosas bandejas de oiro”.
Harmonia. Não sei quantas vezes a palavra é utilizada. E nem isso é agora importante. Quero, no entanto, que harmonia seja uma palavra-chave para interpretar uma parte significativa dos poemas não rimados do livro. E também magia e alegria.
As quadras pertencem a outro universo e têm o seu próprio sortilégio.

sábado, novembro 21, 2009

QUADRAS POPULARES

50
Oh, inolvidáveis anos
Da revolução de Abril!
As ruas sempre repletas
E iniciativas mil.

51
Em Santa Iria de Azóia,
Era na Sociedade,
Onde diariamente
Se exaltava a liberdade.

52
Que sessões de canto livre,
De teatro e poesia!
Oh, foram tempos de sonho,
De muito sonho e magia!

53
Era sempre casa Cheia
Com Graça, Paredes, Ary.
Foram tantos os artistas
Que passaram por ali.

54
Numa roda-viva andava
(Era tudo muito urgente).
Na minha linda Dyana,
Sentou o cu muita gente.

55
A linda Zita, senhores!,
Andou no meu carro novo;
Pra defender o divórcio,
Que as leis negavam ao povo.


56
O grande Miguel Urbano,
- Oh, que empolgante orador! -,
Sobre a América hispânica
Discorria com rigor.

TERRAS DO MUNDO

Vai uma queijadinha?
SINTRA SOLAR
Sintra de Byron



sexta-feira, novembro 20, 2009

TESTEMUNHO
Santa Iria de Azóia, 20 de Novembro de 2009 – Notícias de jornal trouxeram-me à memória o Dr. Artur Maurício, que foi lembrado, recentemente, no aniversário da sua morte. Antes ainda de ser Presidente do Tribunal Constitucional, dei por ele nos órgãos sociais do Benfica, facto que me deu muito contentamento.

Conheci o Dr. Artur Maurício ainda muito jovem, em Castelo Branco, onde foi procurador-adjunto, creio, e professor de Direito Comercial e de Noções de Comércio, na antiga Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco. Era um Professor muito exigente, com quem não se tinham grandes notas, mas com quem se aprendia muito. Substituiu o Dr. Gonzaga Jerónimo.

Foi meu professor de Direito Comercial. Dele guardei, ao longo dos anos, as melhores recordações. Não sou a pessoa indicada para avaliar o seu trabalho; porém, creio que nunca terá perdido a inteligência, o rigor e a verticalidade. É de homens como Artur Maurício que Portugal precisa, no momento
que passa.

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 20 de Novembro de 2009 – É consabido que não gosto de Sócrates. Também não gosto de Cavaco Silva e de Pinto Monteiro. De Noronha do Nascimento nada direi, que o homem não tem o protagonismo dos restantes e a sua presença não é permanente. Não gosto, portanto, de três das figuras cimeiras do nosso Estado de direito, que, para ser mais contundente e certeiro, deveria chamar Estado da direita.

Três dos quatro senhores a que me referi, que representam os três célebres poderes em que o Estado democrático se deveria escorar, por uma questão de decoro, e até talvez de sanidade mental do país, deveriam abandonar os respectivos cargos. Estes actores não servem Portugal. Portugal merece outros actores na presidência, no governo e na justiça.

terça-feira, novembro 10, 2009

QUADRAS POPULARES



43
A justiça portuguesa,
Com minúsculas grafada,
É de classe, com certeza,
E p’la forma dominada.

44
Ninguém respeita a justiça,
Que respeito não merece.
É implacável com os fracos,
Mas aos fortes obedece.

45
A guerra agora travada,
Com o branco colarinho,
Serve só para saber
Quem mais manda no povinho.

46
Tudo isto me cheira a ‘sturro
E nada de bom augura.
A enxurrada vai passar,
Mas a luta vai ser dura.

47
Agora, é a face oculta,
Quando inda mexe o freeport.
Que é feito do BPN?
Ó Deus, ó gentes, ó sorte!

48
Eu não posso concordar
Com uma justiça assim.
Então é só no PS
Que há gente tão ruim?

49
Tudo, tudo investigado;
mas, nada de concessões,
Que os partidos todos têm
Gente séria e vilões.

domingo, novembro 08, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 7 de Novembro de 2009 – Mourão é uma pacata vila alentejana, também raiana, onde me desloco de quando em vez para umas comezainas típicas. Até agora, a iniciativa tem sido sempre do avô dos meus filhos, que assume o Alentejo como uma verdadeira pátria.

O repasto foi como sempre na Adega Velha, onde se pode deglutir uma sopa de cação, tão fumegante e deliciosa como a celebérrima canja de Tormes. Ali, só falta mesmo a rapariga de faces ruborizadas, que havia de seduzir o ex-inquilino do 202 dos Champs Elysées.
Realço também o cozido da panela, as azeitonas novas e o macio vinho da casa, que, conjuntamente com o tradicional coro residente, fazem do restaurante de Mourão um espaço único.



sexta-feira, novembro 06, 2009

DO MEU DIÁRIO
Santa Iria de Azóia, 6 de Novembro de 2009 – Confesso que tenho descurado este Diário, nos últimos tempos. Não que tenha diminuído o meu interesse por este tipo de escrita; mas, sobretudo, porque outras coisas se têm sobreposto. E como em tudo na vida, há que estabelecer prioridades.
Tem havido também alguma preguiça. Eu confesso sem quaisquer problemas que sou acometido de preguiça muitas vezes. Nestes últimos tempos, tenho-me entretido com a leitura de “blogues” e coisas afins e nem sequer tenho pegado, como de costume, naqueles livros que ando sempre a ler, tal como acontecia com o meu amigo António Pina, que conheci durante décadas a traduzir o Fausto.
Ao certo, nunca cheguei a saber o que aconteceu ao Tó Pina, que já conheci depois de ter vindo de Paris e que já era a pessoa que continuou a ser durante décadas. Esquecido e alheio de quase tudo e todos, creio que ainda foi professor no liceu Nuno Álvares Pereira, lá no castro alvo, onde passei a minha casta adolescência e o início da juventude.
Do Tó Pina guardo duas recordações muito gratas: um sumo de laranja que me ofereceu, em Penamacor, numa casa solarenga que a família tinha na terra natal de Ribeiro Sanches, e uns minutos de violino, tocado para mim, na sua casa da então Avenida Marechal Carmona.
E assim recomeço este Diário que, em certo sentido, é a minha dose quotidiana de anfetaminas.

quinta-feira, novembro 05, 2009

QUADRAS POPULARES

36
Diz o povo e com razão
Que a unidade faz a força.
E se assim for na verdade,
Haverá poder que o torça?

37
O comício foi a festa,
No brando país de Abril;
Que a custo, vai resistindo
À mentira torpe e vil.

38
Eu tenho muitas saudades
De Vasco, o General!
Qual doido, qual carapuça?
…Amou tanto Portugal…

39
No chamado Verão quente,
Quando Portugal ardia,
De comício em comício,
Vasco, altivo, resistia

40
Contra os cónegos da sé
Contra os tubarões do Norte,
Que espalhavam a mentira
O terror e até a morte.

41
Generoso, resistia
Aos ataques mais soezes.
Homem bom, nunca roubou
Portugal e os portugueses.

42
Às vezes, dá-me a saudade
Do Verão setenta e cinco.
Então, com fúria muita
Defendo Vasco c’o afinco.

terça-feira, novembro 03, 2009

QUADRAS POPULARES

29
O eucalipto seca tudo,
Nada medra em seu redor:
Apenas mais eucaliptos,
E nada mais de melhor.

30
Há poetas que eu conheço
Que são muito originais;
Mas, como em tudo na vida,
Uns são menos, outros mais.

31
Esta tão grande alegria
Faz-me bem ao coração.
Por me fazer tanto bem,
É de curta duração.

32
Esta tarde, em Sesimbra,
Que bonito estava o mar!
Sentei-me no paredão,
Fiquei horas a pensar.

33
Temos o Outono de volta.
Foi-se de vez o Verão.
Já há castanhas à venda,
Figos-secos prò serão.

34
A juljar o pobrezinho
A justiça é pressurosa;
Porém, quando julga o rico
É muito lenta e manhosa.

35
Já não falo dos políticos
E outros senhores do mando.
Ficam quase sempre impunes
Seja qual for o desmando.

CAMPO COM CAVALOS

SOBRAL DE MONTE AGRAÇO

sábado, outubro 31, 2009

QUADRAS POPULARES

22
Fui às Caldas da Rainha
Para rever os Malhoa.
Mais tarde, passei por Óbidos
E bebi ginja da boa.

23
Óbidos é terra viva
E tem fruta da melhor;
Tudo ali é produzido
Com carinho e com rigor.

24
Ir a Óbidos, ir às Caldas,
Seja o pretexto qual for,
É sempre viagem feliz,
Com frio ou com calor.

25
Gosto muito dos meus gatos,
Bichanos de estimação.
Obedecem-me como cães,
Merecem boa ração.

26
A vara que nos governa
Vai desgraçando o país.
Ó meu pobre Portugal,
Como me sinto infeliz!

27
Um caso vai, outro vem,
Nesta desdita sem fim.
Minha terra desgraçada,
Não queiras viver assim.

28
Rejeita a vara e o cajado
E sê livre e exigente.
Um país de sucateiros
É néscio e indigente.

SANTA IRIA DE AZÓIA

Castelo de Pirescoxe

Hoje, às 16H00, na Sociedade 1º de Agosto, em Santa Iria de Azóia, vão tomar posse a Assembleia e a Junta de Freguesia.

Apoiante de Ernesto Costa, Luís Mariano e de todos os restantes membros de um e outro órgãos, faço questão de estar presente.

Os eleitos da CDU são a garantia de que a minha freguesia de adopção vai continuar a ser uma óptima lugar para viver. A seis quilómetros de Lisboa, servida pela A1 e pelo IC2, Santa Iria é uma terra de eleição. Ambos nos merecemos e por isso nos amamos.

terça-feira, outubro 27, 2009

QUADRAS POPULARES
15
Vasco Pulido Valente,
Lusa glória imortal,
É um poço de veneno
Que intoxica Portugal.

16
Deu-lhe o berço boa pena,
Qundo veio à luz do dia;
Porém, só escreve com ela
Prosa dura e sem magia.

17
Oh, que bem joga o Benfica
Com Aimar e Saviola!
São dois verdadeiros mestres
Na arte de jogar à bola.

18
O Benfica tem também
Coentrão e Di María.
Ambos jovens talentosos
Cheios de força e magia.

19
Com praticantes assim
Até dá gosto ir à luz;
Prò concerto da orquestra
Dirigida por Jesus.

20
“Quem não aparece, esquece”
Diz o popular ditado.
Não te dás com as pandilhas?
Nunca serás convocado.

21
Nevoeiro de manhã
Não casa nada comigo.
Prefiro o sol de Junho
Pra ir à praia contigo.

domingo, outubro 25, 2009

QUADRAS POPULARES

8
Toma lá esta rosinha,
Que colhi no meu jardim.
Eu gosto de dar rosas
A quem suspira por mim.


9
As raizes da figueira
Vão longe água beber.
Se assim fosse o nosso amor
Perene havia de ser.


10
Na Mata não encontrei
Quem eu queria encontrar.
Por isso me vim embora
C’o coração a sangrar.


11
Tenho de dar tempo ao tempo
Para a tristeza vencer.
Acalma-te coração,
Pára de tanto bater.


12
Eu gostava de me dar
Àquela rosa encarnada;
Mas ela, teimosamente,
Anda de mim afastada.


13
Aquela nuvem além
vai tão carregada de água.
Bem podia, se quisesse,
Carregar a minha mágoa.


14
“Quero dormir descansado”
Ouve-se muito dizer.
Quem assim fala não diz
O que costuma fazer.

sábado, outubro 24, 2009

NOTA 4

Acredito que a Leya bebeficie com a polémica à volta de Caim; não creio, todavia, que Saramago seja daquela um mero instrumento. Escreveu o livro que quis escrever e ponto final.
O autor de Levantado do Chão já não tem idade nem necessidade de alimentar polémicas para ganhar trocos. O reino de Saramago já não é o da discussãozinha estéril e gratuita.

NOTA 3

O debate Carreira das Neves /Saramago na SIC-Notícias foi notável. É a prova de que dois homens inteligentes podem sempre dialogar.
Era bom que os pressurosos juizes de Saramago pudessem ter assistido a este debate. Talvez não tivessem tido a arrogância de atirar pedras.
Belíssima lição.

NOTA 2

Vitor Constâncio, o sempiterno governador do banco de Portugal, todos os anos por esta altura, vem recomendar contenção salarial.
Eu não sei se pagam a esta eminência, mais ou menos parda, para fazer este número. O que é indesmentível é que um dos funcionários mais bem pagos do país, receita para os outros aquilo que não quer para si mesmo.
O governador do banco de Portugal está cada vez mais parecido com Van Zeller e Medina Carreira. Haviam de ganhar durante um ano o salário mínimo para verem como elas mordem. Falam de papo cheio e debitam, debitam, para os outros. Que gente!
Era melhor que esta eminência se preocupasse mais com a supervisão bancária do que com os aumentos salariais. Até para não andar depois armado em vítima, como aconteceu nos casos do BCP, BPN e BPP.

NOTA

Relativamente ao anterior, o governo que tomará posse segunda-feira apresenta uma novidade de tomo: a ministra da cultura. É artista e é bonita.
Assim viessem a ser as políticas, no domínio da cultura...

sexta-feira, outubro 23, 2009

UM VOTO

Sócrates formou um novo governo, que tomará posse, diz-se, segunda-feira. Se for tão mau como o anterior, esperemos que tenha vida breve.

domingo, outubro 18, 2009

QUADRAS POPULARES

1
Em Junho, p’lo S.João,
Vou dançar nos arraiais.
Eu gosto de diversão
E ver as moças aos ais.

2
Aquela loira bonita
Faz-me olhinhos ao passar.
Eu vou pedir-lhe na volta
Para comigo casar.

3
As rosas do meu jardim,
Que trato com tanto amor,
São as mais belas da rua
E as que têm melhor odor.

4
Nesta terra onde habito,
Tenho sido bem tratado.
Ó valente Santa Iria,
Por tudo muito obrigado!



5
Eu serviria sete anos
Pra de ti ouvir um sim.
E outros sete serviria
Pra te ter ao pé de mim.

6
Tenho tanto pra te dar,
Se quiseres receber.
Umas asas pra voar
Umas pernas pra correr.

7
Apressado passa o tempo
Do futuro a caminho.
Meu amor foi com ele
E deixou-me aqui sozinho.


RESCALDO 4

O dr. Soares é um político muito dúctil. Será a necessidade de demonstrar que só os burros é que não mudam?
O PS, que tem em Mário Soares o seu "pater", dele herdou o seu carácter mais profundo. Como ficou demonstado com a aprovação da última versão do Código do Trabalho. E também com aqueles tiques autoritários tipo Sócrates e Santos Siva, que, de após a derrota nas europeias, se transformaram completamente.
Até Alegre, lá bem no fundo, tem esta natureza profunda. Lá bem no fundo, dir-se-ia que são todos iguais.

sexta-feira, outubro 16, 2009

FIGURAS

Onde irá agora o pouco fogoso mas eficaz Vieira da Silva fazer das suas?
Não me admiraria nada que viesse a tutelar a Administração Pública. Para continuar o trabalho de um tal João Figueiredo.
Vieira da Silva, com o seu ar seráfico, pode desempenhar sem grande contestação algumas tarefas.
É que Teixeira dos Santos vai ter muito que fazer nos próximos tempos.

RESCALDO 4

Para grande mágoa dos socialistas, Peniche continua ocupada e oprimida.
Peniche precisa urgentemente de um Pulido.

quinta-feira, outubro 15, 2009

RESCALDO 3

Não sei bem porquê, o PS parece-se - ou pelo menos é essa a ideia que eu tenho- com a azinheira do recinto de Fátima, sim, aquela azinheira junto à capelinha das aparições.
Não sei bem porquê, eu também acho que o PS tem sido desde o 25 de Abril uma espécie de Nª Sr.ª de Fátima.

RESCALDO 2

Na noite de domingo passado, o meu amigo Luís Mariano estava descoroçoado. É que depois de tantos castigos duros, o povoléu premeia os seus carrascos.
Ná, cá para mim que já me deixei de romantismos, o povo escolhe como escolhe e as suas escolhas ora são acertadas, ora são tolas.
Mais vezes tolas do que acertadas.

quarta-feira, outubro 14, 2009

RESCALDO

O presidente do INATEL não foi eleito Presidente da Assembleia Municipal de Setúbal. Deve ter sido eleito um candidato de terceira categoria - ou de terceira escolha - da CDU.
Pode ser que o razoável Vítor Ramalho reganhe a razoabilidade.

terça-feira, outubro 13, 2009

NO INTERIM

Beja é agora um território libertado, se quisermos acreditar nas declarações proferidas por um tal senhor Pulido Valente, provavelmente primo do outro, que, qual Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, ou Geraldo Geraldes. o Sem Pavor, acaba de conquistar a Pax Julia aos Mouros.
Ainda bem que o ridículo não mata, porque se matasse, não sei se vos diga se vos conte, havia gente que nunca chegaria à idade adulta. É que eu tenho vivido numa terra administrada por autarcas da CDU e nunca notei que me faltasse a liberdade. E mesmo no tempo em que a câmara de Loures era administrada pela coligação liderada pelo PCP, não me consta que não houvesse liberdade em Loures.
Quer-me parecer que estes insignes democratas querem apenas dizer que o Alentejo começa a ficar limpo de portugueses pouco recomendáveis, ou seja, de portugueses que, pela sua simplicidade e distância em relação ao Portugal litoral, são incapazes, claro está, de olharem apenas para o próprio umbigo.

sexta-feira, outubro 09, 2009

AUTÁRQUICAS

Eu não tenho necessidade nenhuma do dia de reflexão, porque já ando a reflectir há décadas e não seria neste dia que encontraria uma razão para deixar de votar na CDU. Isso é com outros que, querendo mudar o sentido do voto e até de ares, ainda argumentam com a invasão da Checoslováquia.
Apesar das eleições serem autárquicas, em primeiro lugar voto na CDU e só depois no Ernesto Costa, no Luís Mariano, no Carlos Machado, no Gilberto, na Mariana e nos restantes membros da lista da CDU à Assembleia de Freguesia.
E espero que a CDU recupere as câmaras de Loures, Évora e Alpiarça e que reconquiste aquelas onde já é primeira força.

quarta-feira, outubro 07, 2009

CARVALHO DA SILVA


Carvalho da Silva, dirigente máximo da CGTP-IN, bebeu esta manhã um café com o candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa e disse-lhe que era importante que ganhasse. Ouvi a notícia na rádio e vi mais tarde imagens do encontro na televisão.

É evidente que Carvalho da Silva tem direito a ter opiniões, como referiram Rúben de Carvalho e Jerónimo de Sousa; acontece, todavia, que Manuel Carvalho da Silva é militante do PCP e o PCP tem um candidato próprio à Câmara Municipal de Lisboa.

Hoje, por todos os motivos, incluindo os meteorológicos, foi um dia feio e triste. Para mim, que não tenho responsabilidades político-partidárias.

BPN

Vitor Ramalho, o presidente do INATEL e candidato à presidência da Assembleia Municipal de Setúbal, esteve hoje a debater com José Eduardo Martins, na SIC-Notícias. E quando o deputado do PSD falou do caso da Cova da Beira, Vitor Ramalho perguntou-lhe se também queria discutir o caso do BPN.
Apesar das divergências óbvias, sempre tive algum apreço por Vitor Ramalho, que considerava um político desempoeirado, apesar da sua condição de retornado. Pois bem, a partir de hoje deixo de ter qualquer consideração pelo ex-candidato derrotado à Câmara de Loures.
O caso BPN não pode ser moeda de arremesso seja para quem for. Deve é exigir-se que a justiça seja célebre e que a roubalheira seja castigada. É um dever de cidadania exigir que a justiça funcione e sobretudo para os ladrões de colarinho branco.
DISCURSO

Muitos de nós que temos mãos e temos pés,
muitos de nós que fazemos adeus aos comboios nas estações,
muitos de nós que passeamos o conformismo pelas ruas da cidade,
muitos de nós,
um dia,
talvez um dia,
saibamos quão inúteis foram os nossos braços,
as nossas pernas,
as nossas bocas,
os nossos ouvidos
e os nossos cérebros.


Talvez um dia,
quando violarem o silêncio da nossa inutilidade
e já for demasiado tarde,
vejamos então como eram irreais
os nossos primorosos raciocínios.


Nesse dia,
não haverá lugar para lágrimas
e lamentações.
Nesse dia,
morreremos como cães:
sem palavras,
sem sonhos,
acéfalos,
loucos.

A FALÁCIA

Eu não aceito a ideia de que o Presidente da República seja o presidente de todos os portugueses. Bem sei que há presidentes e presidentes; no entanto, se nos ativermos ao comportamento do último que alguns portugueses elegeram, facilmente se perceberá a minha posição de fundo.
O presidente Cavaco é o presidente para todos os portugueses. Se fosse o presidente de todos os portugueses, não teria escolhido todos os conselheiros de Estado que a Constituição lhe permite escolher, no chamado centro direita. Atente-se nestes nomes: António Capucho, Dias Loureiro e Anacoreta Correia. Eu não direi que os senhores não tenham qualidades, mas há muitos portugueses de qualidade que poderiam ser conselheiros de Estado.
E Dias Loureiro viu-se.
O presidente não é de todos os portugueses. É o presidente para todos os portugueses. E assim a coisa fica mais clara.

terça-feira, outubro 06, 2009

SESIMBRA

Sesimbra é um município de maioria CDU e assim continuará no próximo domingo. O executivo presidido por Augusto Pólvora tem obra para exibir e programa para trabalho futuro.
A CDU merece continuar à frente da Câmara Municipal de Sesimbra.

domingo, outubro 04, 2009

LOURES

Nos idos de setenta tive a felicidade de assistir e contribuir para a vitória de Severiano Falcão e dos restantes eleitos da então APU. Foi bonita a festa daquela noite, à frente da sede do PCP. Espero que venha a repetir-se no próximo domingo.
Durante muitos anos, a Câmara Municipal de Loures teve uma gestão APU e depois CDU, apesar do PS não se ter poupado a esforços para ganhar os Paços, onde, em 4 de Outubro de 1910, foi proclamada a República. Por aqui passaram candidatos socialistas de peso, entre os quais destaco António Costa e Vitor Ramalho, que não conseguiram desalojar a coligação onde se integra o PCP.
A vitória da CDU, no próximo domingo, determinará uma política de mais diálogo com as populações. Determinará também a implementação de políticas de bem-estar para toda a população do concelho. Loures precisa de uma gestão CDU.

sábado, outubro 03, 2009

CASTELO BRANCO

Centro da Cidade
De Santa Iria de Azóia, envio um abraço amigo ao Xico Zé, que é o 1º candidato da CDU à Câmara Municipal de Castelo Branco.
Pela forma perseverante e inteligente como tem defendido os interesses da cidade, o Xico Zé merece ser eleito vereador.

SETÚBAL

Os pesos pesados do PS, uns mais do que outros, que Almeida Santos já pesa menos que o abastado Vitor Ramalho, foram ontem a Setúbal defender a candidata do seu parido e desferir um grande ataque a Maria das Dores Meira da CDU. Fizeram o que lhes competia. É sempre bom termos os nossos ao nosso lado.
Vitor Ramalho que rotulou a candidata da CDU de quarta categoria ou escolha, ou coisa parecida, é um antigo candidato derrotado a Loures, por um candidato comunista, obviamente! E igual destino vai ter dia 11, quando a CDU voltar a ganhar a autarquia e for outro a sentar-se na cadeira de presidente da Assembleia Municipal.
As eleições autárquicas não são as legislativas e Vitor Ramalho não deveria esquecer-se de que a CDU ganhou, nestas últimas eleições, mais um deputado e precisamente pelo distrito de Setúbal. É a política!

sexta-feira, outubro 02, 2009

SANTA IRIA

Parque Urbano de Via Rara - 1

Parque Urbano de Via Rara - 2

Castelo de Pirescoxe
Jerdim Ary dos Santos
Parque Urbano (antiga liexeira) -1

Parque Urbano(antiga lixeira) - 2

A lista dos candidatos da CDU à Assembleia de Freguesia de Santa Iria de Azóia, encabeçada por Ernesto Costa, Luís Mariano, Conceição Vinagre e Carlos Machado, entre outros, merece o meu apoio inequívoco e certamente o apoio da esmagadora maioria dos votantes da freguesia.
Ernesto Costa, Luís Mariano, Carlos Machado, Rogério Pedro, Gilberto Andrade e Mariana Grachat têm grande experiência do trabalho autárquico e têm obra realizada. Basta percorrer a pé a localidade para se ver quanto se tem feito em Santa Iria por Santa Iria. Não há mais espaço para um arbusto, para uma roseira, para uma árvore. Santa Iria é um jardim!
Votar na CDU é votar na competência!
Votar na CDU é votar na Honestidade!
Votar na CDU é votar em quem trabalha!
Votar na CDU é um acto de inteligência!







JOGOS OLÍMPICOS

Gostaria que os próximos jogos olímpicos fossem realizados no Brasil. Este país, que até fala a língua de Camões, começa a ser um grande e merece ser responsável pela realização da prova desportiva mais apreciada à escala planetária. E também a mais democrática.
Candidata-se com um adversário de peso: os EUA, que, com Obama, parecem viver com o resto do mundo numa espécie de estado de graça. Em bom rigor, tal como Lula no Brasil, Obama é a lufada de ar fresco na terra do Tio Sam. Aguarde-se, pois, a decisão.
Eu, se tivesse direito a voto, não hesitaria: escolheria o Brasil, pois claro!

quinta-feira, outubro 01, 2009

BENFICA

Discordo de Jesus. O resultado negativo do Benfica na Grécia foi merecido. O Benfica de hoje não teve chama, alegria, capacidade para ultrapassar os gregos. Com Aimar e Saviola, e até Ramires, muitos furos abaixo daquilo a que já nos habituaram, este Benfica pareceu-se com as equipas tristes de épocas passadas.
Vamos ver se se tratou de uma noite triste ou se trata de um regresso à tradição.

H1N1

As autoridades anunciam, ou vão anunciando, os grupos prioritários para apanharem a vacina contra a gripe H1N1: profissionais de saúde, grávidas, portadores de doenças crónicas, polícias, incluindo o SEF.
Eu não sei quem, concretamente, decide estas coisas; no entanto, causa-me estranheza que a ASAE e os Inspectores das Finanças, que, diariamente, vão aos sítios onde as coisas podem acontecer, fiquem de fora. Percebe-se. A ASAE e as Finanças podem ser contaminadas. Talvez até pudessem desaparecer.
Nomeadamente os tributários.

quarta-feira, setembro 30, 2009

MÁRIO DIONÍSIO

O saudoso Mário Dionísio tem, a partir de ontem, a sua casa, algures na Mouraria. Já não era sem tempo. Será um espaço dedicado ao poeta, romancista, contista, crítico literário e de artes plásticas, ao pedagogo e ao pintor. E, provavelmente, ao cidadão. Eduarda Dionísio e a Cãmara Municipal de Lisboa, são, ao que julgo saber, os principais obreiros desta obra de reconhecimento.
Voltarei ao tema.

Graça Moura

Vasco da Graça Moura, que é um criador de mérito e um tradutor requintado, deveria ter, enquanto comentador político, os méritos que tem nas actividades ditas intelectuais. Na verdade, o tradutor de Dante e de Shakespeare tem sido um servidor de todos os cabos de serviço no PPD/PSD.

O intelectual deveria ser melhor servido pelo político ou assim qualquer coisa do género, porque o político é sempre rasca e acaba por pertencer àquele clube de egrégios a que também pertence António Barreto.

Chega a ser penoso gostar de ler o "camonista" e até o romancista e depois ter de levar, no "DN", com o panegirista de serviço de toda aquela gente que dirige o PPD/PSD. Oh, que lamentável paradoxo!

CAVACO

Este Presidente da República, pelo cultivo que faz da ambiguidade, está mais próximo dos literatos do que dos economistas.

Dir-se-ia que o senhor tem muito jeito para a arte do romance policial.

Nos próximos tempos ou este senhor diz tudo o que sabe - ou se cala de uma vez por todas - ou contribuirá decisivamente para instaurar um clima insuportável no país.

terça-feira, setembro 29, 2009

Barreto

António Barreto andava há décadas para ver o PCP na última posição, entre os partidos com assento parlamentar. Ele nunca podia perdoar o mar de inscrições contra a sua política à frente do ministério da agricultura. Trinta anos à espera!!!

Cada um tem as vitórias que merece. E este Barreto não merece, de facto, outras vitórias.

Tiro certeiro, Vitor Dias!

FUTEBOL E POLÍTICA

Ainda ninguém terá reparado neste facto: os organismos de cúpula (cópula é outra coisa) não são presididos por ninguém do PS. E se calhar é por isso que o meu Benfica não tem sido campeão.
Quando é que é substituído o senhor Gilberto? E o senhor Hermínio?
Ainda se queixa o PPD/PSD de asfixia democrática...

DEMOCRACIA E IMPOSTOS

A uma campanha eleitoral sucede outra campanha eleitoral. É a democracia e eu acho muitíssimo bem. E não quero saber se me custa muito ou pouco, em impostos. Quem tem essas preocupações, por norma, são os que fogem à tributação e os relapsos. Eu quero pagar impostos!
E queria ter um país decente.
Os custos da democracia são uma gota de água se comparados com os esbulhos que se fazem por aí impunemente.

AINDA AS ELEIÇÕES

As eleições de anteontem não me surpreenderam muito. Tirando o resultado do CDS-PP, que é de facto anormal. Reconheça-se, no entanto, que saíu vitoriosa a eloquência de Paulo Portas, que demonstra que a retórica ainda é um poder. Barthes, estou seguro, concordaria comigo.
Curiosamente, os vagos agricultores do interior não se reconheceram no discurso alfacinha do dito Portas. Penso que quem o ouviu bem foram os agricultores universitários do litoral, que se pelam por ouvir alguém que fala bem.
Mas falar bem é um mérito indiscutível de Portas.

O POVO

Há quem defenda que o povo é sábio e que todas as suas escolhas são acertadas. É uma opinião romântica, que já vem do século XIX, e que ninguém ousa rotular de caduca.
Ora bem, eu que não tenho responsabilidades políticas e que não estou obrigado a meias tintas, acho que o povo, o nosso, se deixa facilmente enganar e que faz escolhas tontas. Abaixo, portanto, a ideia do povo sábio e das escolhas acertadas.

domingo, setembro 27, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 27 de Setembro de 2009 – Fui votar às 11H00, na Escola nº 1 de Santa Iria de Azóia. Voto no mesmo local desde 1976. E foi no mesmo local onde ajudei à realização de sucessivos actos eleitorais.

E voltei à referida escola cerca das 14H00, com o meu filho varão, que votou hoje pela primeira vez. Escrevi filho varão, porque é assim que ele diz, e confesso que com alguma graça, quando quer leva a água ao seu moinho e presente em mim alguma resistência.

O João foi votar. E toda a tarde tem estado por aqui, em casa, atento ao que se vai passando. Aprendeu a cidadania e a generosidade, nestas amplas quatro paredes. Espero que bom cidadão e generoso continue pela vida fora. Porque este não será, creio firmemente, o menor dos legados que lhe quero transmitir
.

sexta-feira, setembro 25, 2009

DO MEU DIÁRIO

SANTA IRIA DE AZÓIA, 25 de Setembro de 2009 – Teimosamente, as sondagens tentam deixar a CDU para trás. Foi assim no passado, é assim no presente, será assim no futuro, enquanto perdurar este regime que privilegia sempre os mesmos. O BE, que eu preferia BD, isto é, Bloco dos Descontentes, esvaziar-se-á com o tempo. É uma criação de alguma intelectualidade que pulula pelos jornais e também nas televisões.

Depois de amanhã iremos a votos e à noite ver-se-á que a CDU terá mais uns pontitos do que os dados generosamente pelas sondagens. Contra a vontade dos ditos cujos, que anunciam o fim do PCP quase quotidianamente. Farão as contas como de costume, concluindo que a votação foi má, mesma que seja superior à de anteriores eleições. É o costume.

Eu vou votar na CDU e tenho boas razões para o fazer. Aqui vão:

1. A CDU é a força mais consequente na defesa dos que trabalham;
2. A CDU é a força que nunca abandonou os ideais de Abril e não poupa a esforços para fazer de Portugal um país menos desigual;
3. A CDU é a força cujos quadros não estão envolvidos nas negociatas que desprestigiam a democracia e empobrecem Portugal;
4. A CDU é a força que cumpre escrupulosamente o que promete aos portugueses;
5. A CDU é a força que apenas pode prometer trabalho e luta, porque não tem tachos para distribuir pelas clientelas;

VOTAR na CDU é um imperativo nacional!

segunda-feira, setembro 21, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 21 de Setembro de 2009 – Acedi a um sítio na INTERNET onde se podem consultar os resumos dos jornais diários e para surpresa minha – eu ainda tenho esta pueril capacidade para me deixar surpreender! -, a CDU desapareceu em combate, ou seja, Jerónimo de Sousa e os restantes responsáveis daquela coligação terão resolvido ir de fim-de-semana e mandado a campanha eleitoral às malvas.

Nos resumos dos ditos jornais - DN, JN, Público, CM e I – há referências ao PS, ao PSD e ao BE, mas quanto a comunistas e democratas cristãos, está quieto. Hoje, não abrirei nenhum destes jornais, alguns deles intitulados de referência, porque para mim a referência é óbvia, e eu pertenço àquela categoria de portugueses que não necessita de jornais de referência para decidir o voto.

O meu voto está decidido há muito tempo, porque não passo as legislaturas a olhar para os abrunheiros, ainda que um Abrunheiro, Daniel de seu nome, mereça que olhe para a sua prosa e para a sua poesia. São as contas do meu rosário, mais ou menos longo, e a minha relação com os pulhas da comunicação social. Onde há excepções, bem entendido, que o mundo não pode ser visto a preto e branco e há gente séria em todos os sítios.

O modo como os jornais se comportam – ah, e o que os jornais são capazes de fazer! – só pode ofender a sensibilidade de gente séria. Reflectem os pontos de vista dos interesses instalados, passe o cliché, mais os interesses do BD, digo BE, ainda que devesse chamar-se BD, porque é a barca de todos os descontentes, da direita à esquerda.
Depois não faltarão as notícias e os comentários de declínios e crepúsculos.

Uma votação expressiva na CDU é necessária. Porque é integrada pelo PCP, que é a única força que se opõe, desde o 1º governo constitucional, de Mário Soares, até ao actual, de José Sócrates, às políticas de esmagamento dos direitos dos trabalhadores. E eles sabem-no e por isso silenciam.

Domingo, terão uma surpresa.

sexta-feira, setembro 18, 2009


SANTA IRIA 1
Em memória de Silvestre Figueiredo

A vila de Santa Iria
Até parece um jardim.
Antes de Abril, quem diria
Que havia de ser assim?

No centro do casario
Há um jardim bem tratado,
Onde ao vento, à chuva e ao frio,
Resiste Ary inconformado.

É na Xico Xavier
E tem árvores frondosas.
Sempre pronto pr’ acolher
As pessoas mais idosas.

O parque de Via-Rara,
É bonito o ano inteiro.
Obra cara? Muito cara,
Mas vale todo o dinheiro.

O inda moço Parque Urbano,
Onde era a grande lixeira,
Se não sofrer nenhum dano
Vai ser ‘spaço de primeira.

As árvores já plantadas
Hão-de boa sombra dar,
Pra quem fizer caminhadas
E lá quiser descansar.

Pirescouxe é um lugar
Com um bonito castelo.
E eu com tão pouco vagar
Pra fruir o puro belo.

O verde de tantos tons
Torna o sítio amoroso.
E há os canoros sons
Que me dão sossego e gozo.

Terra de trabalho e paz
Santa Iria sabe dar
Ao idoso e ao rapaz
Espaços para repousar.

terça-feira, setembro 15, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 15 de Setembro de 2009 – Domingos Lopes, que, creio, já não tinha militância no PCP há vários anos, anunciou hoje a sua saída do partido. Fê-lo num momento em que a CDU disputa, terra a terra, o voto dos portugueses.

Todos os dias saem e entram militantes dos partidos, incluindo o PCP. Acontece, todavia, que este ex-militante é advogado e poeta, e, por conseguinte, com mais meios para chegar à comunicação social . Fosse um simples operario e não haveria este alarido acerca de uma saída. E nomeadamente, quando já não se tem nenhuma importância em termos da organização. Este anúncio constitui-se, quanto a mim, como um caso para prejudicar o PCP. Domingos Lopes podia ter saído há seis meses, assim como poderia sair daqui a três semanas.

Lembro-me de Domingos Lopes ter ganho uns jogos florais de poesia, nos quais eu ganhei uma menção honrosa. Foi ainda nos anos setenta. O júri foi presidido por Urbano Tavares Rodrigues. A cerimónia decorreu na Adademia dos Amadores da Música. Não trocámos uma palavra. Domingos Lopes era então muito conhecido e importante.

Ainda mantenho o prémio: uma medalha com a efígie de Maria Lamas.

segunda-feira, setembro 14, 2009

DO MEU DIÁRIO

LISBOA

Lisboa tem
Beleza tanta…
Sítios cem
Que o mundo encanta!

Mas é o rio
largo e vistoso
Que lhe dá o brio
E um ar garboso.

domingo, setembro 13, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 13 de Setembro de 2009 – Há um “blogue” da área do Partido Socialista, “O Jumento” de seu nome, que nutre por Jerónimo de Sousa uma animosidade visceral. De resto, há outros “blogues” da área dita socialista, que alinham pelo mesmo diapasão.
“O Jumento”, que pôs Judite de Sousa a moderar o debate Sócrates/Manuela Ferreira Leite, para “escoicear” a jornalista, determinou que Jerónimo de Sousa não ganhou qualquer debate, mesmo o que travou com Manuela Ferreira Leire. A opinião de “O Jumento” tem a importância que tem, mas não deixa de ser sintomática a animosidade contra o lídere dos comunistas portugueses.

Estes socialistas não perdoam a coerência e a generosidade do PCP; não perdoam o facto dos comunistas portugueses terem estado em todas as lutas contra a governação socialista, nos sectores sócio-profissionais onde quer que houve razões para lutar; não perdoam a combatividade contra a mistificação do voto útil, como se um voto na CDU fosse menos importante do que um voto no PS.

O comício de hoje, em Évora, que marcou o início da campanha eleitoral da CDU foi um momento de grande importância, porque pode ser o prenúncio de que a Comissão Democrática Eleitoral pode ter uma boa votação naquele distrito do Alentejo para as legislativas e pode indiciar também que a Câmara de Évora poderá voltar a ser governada pela coligação liderada pelo PCP.

Eles andam nervosos e não olham a meios para atingir os fins

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 13 de Setembro de 2009 As sondagens estão de volta e com o rigor do costume.

À frente, invariavelmente, estão os do costume.

E assim vai a nossa denocracia: bem, como de costume.

sábado, setembro 12, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azoia, 12 de Setembro de 2009 – Natural de Lisboa, como Fernando de Bulhões e Fernando Pessoa, Jorge de Sena repousa, desde ontem, no cemitério das lusas celebridades, os Prazeres. Regressou definitivamente a casa, este português singular, que também foi brasileiro e americano.

Jorge de Sena foi um brilhante ensaísta, um professor incansável, um poeta de mérito incontestado, um Homem inconformado, que nunca hesitou em se medir com as dificuldades.

Engenheiro de formação, Jorge de Sena dedicou a sua curta vida ao ensino e estudo dos poetas. Camões foi, seguramente, uma das paixões da sua vida; porém, leu dezenas e dezenas de autores nacionais e estrangeiros. Destes deixou-nos um longo rasto de excelentes traduções, materializado em duas grandes antologias editadas pela ASA: Poesia de 26 Séculos e Poesia do Século XX.

Do poeta, aqui deixo quatro versos do poema “Panfleto”:

Fere-me esta idolatria mais do que todos os crimes.
Tanto fervor desviado e perdido!
Tanta gente ajoelhando à passagem do tempo
E tão poucos lutando para lhe abrir o caminho!

quinta-feira, setembro 10, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 10 de Setembro de 2009 – Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, e Manuela Ferreira Leite, presidente do PPD/PSD, tiveram ontem o seu debate, da série acordada entre todos e após as fitas que o PS fez para os aceitar. De um modo geral, os comentadores e fazedores de notícias reconheceram que Jerónimo foi melhor do que Manuela.
Com grande mágoa minha, não pude assistir a este último debate, embora as espectativas fossem muito baixas, atendendo ao modelo de sociedade defendido por cada um destes contendores. No entanto, sempre esperava que Jerónimo responsabilizasse o PSD e Manuela Ferreira Leite pelas políticas que levaram a cabo, quando tiveram o privilégio de exercer o poder.

O que eu não esperava era que Jerónimo tivesse dito aquelas coisas acerca da democracia de Jardim, no reino da Madeira. Se não queria controvérsias, bastava-lhe dizer que não tinha tido nenhuma experiência pessoal desagradável, mas se têm dito tantas coisas, é porque nem tudo corre pelo melhor, no plano democrático.

Eu percebo que Jerónimo pretenda imprimir uma marca de moderação, na tentativa de criar as condições para que os “media” deixem de olhar de esguelha para o PCP. Eu percebo que Jerónimo queira romper com aquela ideia de rigidez que há em relação ao PCP. Eu percebo que Jerónimo, definitivamente, queira demonstrar que não somos um partido radical. Vamos ver o que vai acontecer no dia 27. Para contentamento meu, dos meus camaradas e do próprio secretário-geral, era bom que a CDU saísse fortemente reforçada. Porque a CDU e o PCP merecem esse reforço, pelo esforço que fizeram ao longo de toda a legislatura. Vamos ver se a moderação e a forma civilizadíssima como Jerónimo debateu com todos os restantes adversários, merece a preferência de uma fatia maior do eleitorado.

Aguardemos com a serenidade de sempre.

DO MEU DIÁRIO

Castanheira do Ribatejo, 9 de Setembro de 2009 – Ainda não percebi bem porquê, mas hoje é um dia importante, sob um determinado ponto de vista simbólico. Já ouvi falar de chineses, John Lenon e dos Beatles. Desconheço os mistérios do dia nove e também não vou à procura do dicionário de símbolos.

Eu nasci num dia nove. No já distante nove de Junho de mil novecentos e cinquenta e dois, segunda-feira. E esse, em meu entender, foi um excepcional nove de Junho, não só porque eu nasci nesse dia ( que este dia viva e jamais pereça) e a minha mãe ficou aliviada, mas também, caso estranhíssimo, porque choveu na Mata.

Chuva no dia do meu nascimento! Ah, os insondáveis mistérios do Tempo e da Natureza!
Ontem, que foi dia oito – e o senhor de La Palisse não diria melhor -, Francisco Louçã perdeu, em toda a linha, o debate com José Sócrates. Dir-se-ia que uma arrogância ganhou à outra, facto que não traz mal nenhum ao mundo. Alguém havia de não ganhar e o ganhador foi o menos preparado. Um pouco como acontece no futebol, no luso e nos restantes.

Ambos vinham bem mascarados; porém, a máscara de Veneza ganhou à de Florença. É a vida, como diria um tal Eng. Guterres.

terça-feira, setembro 08, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 8 de Setembro de 2009 – Esta manhã, um pouco depois das nove horas, Carlos Magno, jornalista e comentador da Antena-1, comentando o debate Jerónimo de Sousa/Paulo Portas, disse, mais palavra menos palavra: durante o ano, Jerónimo de Sousa é muito mal-tratado. Praticamente, não existe. Existem o PS, o PSD – os verdadeiros bifes do lombo – o BE e o CDS, etc e tal.

É sempre bom ouvir dizer estas verdades; e, sobretudo, quando são proferidas por profissionais competentes. Não é nada que eu não soubesse; não é nada que os comunistas não soubessem; não é nada que os outros portugueses ignorem. No entanto, os democratas das diversas forças políticas e nomeadamente os dos partidos beneficiados, vivem bem com estas distorções grosseiras da vida democrática, com obvias consequências a nível eleitoral.

Os paladinos da democracia vivem bem com estas distorções como vivem com as de carácter económico e social. O PCP paga, quotidianamente, o seu apego às lutas dos trabalhadores portugueses. Eles, os paladinos da democracia e da liberdade, não perdoam esta constante e produtiva consonância com as mais genuínas aspirações dos portugueses.

Eles não perdoam.

quarta-feira, setembro 02, 2009

SANTA IRIA
ROTUNDA DO BAIRRO DA COVINA
MONUMENTO DE HOMENAGEM AO VIDREIRO
Santa Iria de Azóia foi e ainda é uma vila operária. Perdeu a pujança de outros tempos, quando a COVINA tinha mais de mil e quinhentos trabalhadores, a CORAME e a MEC largas centenas e as empresas Horta dos Bacelos, com a DAN CAKE à cabeça, mais algumas centenas. Não perdeu, no entanto, a sua combatividade tradicional. As raízes operárias de Santa Iria ainda persistem, apesar da indústria ter perdido terreno, nas últimas décadas, na economia nacional.
É o seu carácter ainda operário, que, em meu entender, explicam que a CDU seja a força política maioritária desta vila, à qual o Tejo afaga ternamente os pés.

terça-feira, setembro 01, 2009

CASTELO DE PIRESCOXE

Pirescoxe é um dos inúmeros espaços de lazer da freguesia de Santa Iria de Azóia. São obra da persistência e da criatividade dos eleitos da CDU.

domingo, agosto 30, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 30 de Agosto de 2009 – Já começámos a ouvir coisas extraordinárias e mais ouviremos até 27 de Setembro próximo. A direita mais direita, que também temos a direita menos direita, acha agora que a solução para os problemas da economia portuguesa passa pela ajuda às PME.
Tempos houve em que o PCP clamava como João no deserto pelo apoio às PME. Porém, como era o PCP a falar, a direita, a mais e a menos, apoiava e estimulava o aparecimento de grandes grupos económicos, porque só assim poderíamos ganhar as batalhas da modernidade, da internacionalização e da competitividade, ou seja as batalhas dos ãos e dos ades. Entretanto veio a crise, exactamente numa altura em que se pensava que as continhas do Estado estavam em ordem, após aquela desgovernação de Barroso e Santana e de Portas com ambos.
Não sabendo bem o que fazer no momento que passa, os passarões do costume baralham e tentam dar de novo, na esperança que da baralhação saiam os trunfos capazes de ganhar o jogo. Sim, que neste momento ainda é tudo um jogo. E lançam a ideia de apoiar as PME, parecendo ser a actual pedra filosofal da direita mais direita. Apoiar as PME é necessário e talvez seja a mais patriótica das soluções, digo eu, por pura intuição, que de economia duvido que até os próprios economistas saibam.
Temo, contudo, que seja apenas um amor de Verão. No Outono, quando se discutir o OE se verá o que vai acontecer. Até lá, deixemos actuar os cartomantes.


sexta-feira, agosto 28, 2009

AQUI

Aqui do sítio onde moro
Avista-se o Tejo
E a grande acidade.
Mas na Primavera,
Eu prefiro andar no olival
Por entre ervas
e arbustos bravios,
sorvendo-lhes a fresquidão
e os aromas
E ignorando o Tejo
e a cidade.

É nessas horas
De abandono feliz,
Que rememoro Cesário Verde
E os seus versos alexandrinos.

E às vezes até parece
Que a fresquidão
e os aromas
Se propagam também aos versos.

Ou simplesmente,
Transparece.

quarta-feira, agosto 26, 2009

NÃO TENHO PALAVRAS SÁBIAS

Não tenho palavras sábias
Nem virtuosas para vos dizer.
Se procurais essas palavras,
Esta não é a certa porta
Onde devereis bater;
Porém, a cidade está repleta
De homens sábios e virtuosos,
Que, certamente, vos dirão
As palavras que os vossos corações,
Generosos, tanto procuram.

Eu só sei falar de cigarras,
De potros fogosos e bravios
E destes dias calmosos de Verão.
E se um conselho meu quereis ouvir,
Pois bem, aqui o tendes:
Sede ledos como as cigarras,
Fogosos e bravios como os potros
E desfrutai estes calmosos dias de Verão.

Simplesmente,
Que o tempo – o inexorável tempo –
Se há-de encarregar de fazer o resto.


DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 26 de Agosto de 2009 – 06H15. À porta do Posto Médico de Santa Iria, na Rua S. Francisco Xavier, concidadão nossos, muitos, faziam fila na esperança de se inscreverem para uma consulta médica.

Estive, vai não vai, para parar o carro, pegar na máquina fotográfica e fazer duas ou três fotografias, que uma boa fotografia, diz-se, vale mais que mil palavras. De qualquer modo, mesmo sem fotografias, quero aqui deixar o meu protesto veemente pelo desprezo que os governos, uns após outros, revelam pelos utentes do SNS.

No caso de Santa Iria, a situação tem contornos de verdadeira perseguição. Os serviços funcionam num prédio de habitação, sem elevador e sem quaisquer acessos destinados a deficientes. Acresce que as instalações se têm degradado e nunca foram feitas obras de beneficiação dignas desse nome.

A Junta de Freguesia tem-se batido pela construção de um Posto Médico condigno. Tem promovido várias iniciativas reivindicativas, para ajudar a resolver um problema de toda a população. Porém, apesar dos esforços da autarquia, tudo permanece inalterável, com excepção da degradação que o tempo vai operando. O mobiliário das salas de espera era um nojo. O chão idem.

Era bom que neste tempo pré-eleitoral, os habituais caçadores de votos dissessem o que pretendem fazer. Nomeadamente, os candidatos do PS e do PSD, cujos partidos, com toda a certeza, hão-de governar o país, nos anos futuros. Era bom que se comprometessem com a população e não se limitassem a acompanhar os fazedores de promessas. Com o PS à cabeça, que promete muito, mas se revela sempre refractário ao trabalho e à procura de soluções.



segunda-feira, agosto 24, 2009

AS CEGONHAS

Partem antes do equinócio
E antes do equinócio chegam.

Nos cocurutos das árvores
E nos velhos campanários,
Constroem as suas habitações;
Donde, com indiferença,
Gloterando, placidamente,
Espreitam as nossas vidas.

Falo das cegonhas
E da sua mania das alturas.

domingo, agosto 23, 2009

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 23 de Agosto de 2009 – José Sócrates tem sido um mau primeiro-ministro? Não tenho, a esse respeito, quaisquer dúvidas; porém, considerá-lo o pior primeiro ministro de sempre, como fez Paulo Portas, é manifestamente injusto, porque é difícil igualar ou ultrapassar um governo como o de Santana Lopes, do qual fez parte o mesmo Paulo Portas. E até o governo do anfitrião dos decisores da guerra do Iraque terá sido pior.

Sócrates aumentou todos os impostos? É verdade que aumentou alguns e que tem deixado correr o marfim dos impostos sobre os produtos petrolíferos de uma forma escandalosa, permitindo lucros fabulosos às petroléferas e arrecadando a “massa” dos consumidores dos derivados do petróleo.

No plano dos princípios, Paulo Portas não está em condições de dar lições a Sócrates. É um defensor dos ricos e poderosos, apesar daquele seu jeito estudado e calculadinho de andar de feira em feira a apertar a mão ao povoléu e a beijar peixeiras. Se chegar ao poder através de alguma coligação, não exercerá o poder para aliviar os mais desprotegidos. Paulo Portas não é uma abertura ou saída para o que quer que seja. Paulo Portas é um muro entre ricos e poderosos e o genuíno povo de Portugal.

Paulo Portas, se já se esqueceram, é um comprador de submarinos para coisa nenhuma. Num Estado de direito a sério… Paulo Portas, o grande pregador das feiras, não andaria por aí em constante pregação, como uma virgem imaculada.

Desgraçadamente, Portugal é esta coisa que apodrece e fede.

quarta-feira, agosto 19, 2009

AZENHAS DO MAR




Viajar para o estrangeiro parece, nos tempos que correm, ser um desígnio nacional. E no entanto, devotam-se ao esquecimento verdadeiras pérolas lusas. Vai-se à procura do belo lá longe, quando temos o belo dentro de casa. Penso que assim diria um tal Luiz Vaz e com toda a razão.


terça-feira, agosto 18, 2009

DO MEU DIÁRIO

Moscavide, 18 de Agosto de 2009Fragmentária Mente saíra este ano, custe o que custar. Sei que o mundo ficará exactamente como está, porque não tenho nada de novo para dizer ou dar ao mundo. Tenho o que tenho e só acontecimentos excepcionis impediriam a publicação deste meu quarto livrito.

Digo livrito, porque se trata de um pequeno livro (capciosamente não escrevi livro pequeno), que, sendo pequeno no formato e no número de páginas, não trará nada de novo ao mundo.
Bem sei que os poetas com p maiúsculo cultivam o conceito, enbrulhando-o em engenhosas formas que encantam e espantam os que lêem. Eu prefiro dizer coisas triviais e de forma trivial. Quero a minha poesia branca e pueril e de mensagem simples, exactamente assim, pois foi assim que três bons amigos já falaram dos meus versos.

E para ser rigoroso vos direi que puer tem sido sempre o meu coração.