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quinta-feira, março 04, 2010

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 4 de Março de 2010 – Hoje estou a cumprir um dia de greve, que é provavelmente o último que cumprirei, na qualidade de funcionário público. E estou feliz, porque é a melhor forma de dizer aos trastes que vociferam todos os dias contra os funcionários públicos, de um modo geral por inveja, que tudo tem um limite. E queria aqui dizer, preto no branco, que o primeiro grande ataque contra os funcionários públicos foi lançado pela paladina da verdade e da transparência, drª Ferreira Leite.

Eu sei bem que o Estado é demasiado grande e que uma máquina assim não é eternamente sustentável; no entanto, quero aqui declarar solenemente que não fui eu que mandei abrir concursos ou criei situações de facto que levaram a admissões na administração pública. A culpa tem que ser atribuída aos sucessivos governos do PS, PSD, PS e PSD, PDS e CDS e também do PS e CDS, porque têm sido estes partidos que têm governado Portugal desde 1976 do pretérito século.

Admito que é necessário fazer correcções. Admito. Porém, essas correcções hão-de ser feitas de forma equilibrada e não fazer pagar a uma parte dos trabalhadores os desvarios dos governantes, ao longo de décadas. A fórmula negociada anteriormente, e que previa um regime de transição para as aposentações até 2014, parecia-me razoável, do mesmo modo que me pareceria razoável que as pensões concedidas no passado podiam ter sido calculadas de modo diferente, ou seja, tendo em conta a sustentabilidade futura. Portugal é o país do oito e do oitenta!

D. Pepe saiu à rua. E lá anda na sua vidinha, enquanto o dono, com a perda de um dia de vencimento, vai ajudar a resolver a questão do défice. Mas esta é uma questão de humanos, na qual D. Pepe, o gato mais afável que conheço, teima em intrometer-se.

terça-feira, março 02, 2010

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 3 de Março de 2010 – D. Pepe, um dos dois gatos cá da casa, que a semana passada estivera desaparecido - e mesmo dado como morto por quase todos os membros do nosso pequeno clã -, reapareceu, aparentemente cuidado e de perfeita saúde: porém, logo no dia seguinte, vomitou abundantemente e forçou-nos a três idas ao veterinário. Está restabelecido e pronto para outra; no entanto, ainda não teve alta da matriarca e ainda não lhe foi possível ir às gatas.

Nós temos muito respeito pelos nossos animais domésticos e esmeramo-nos no cumprimento dos prazos de vacinação e noutros cuidados. Não tanto a minha excelsa pessoa, que sempre há-de ter uma melhor relação com os humanos; mas como cá em casa, os gatos estão sob a responsabilidade da “mi senhor”, os bichanos têm um tratamento AMI, ou seja, um tratamento reservado a animais muito importantes.

É certo que as questões do próximo OE nos preocupam, até porque sabemos que há-de vir carregadinho de coisas más para as pessoas e por extensão também para os animais. O OE, que é aquele rol das receitas e as despesas do Estado e também o programa para tratar do arrecadamento das primeiras e cuidar do gasto das segundas. Às vezes, nada bate certo, porque se gasta muito e se recebe pouco. É que cá no rectângulo (é rectângulo que diz o patusco da Madeira?), há aqueles que se furtam a contribuir para as receitas e não se coíbem de contribuir para as despesas.

Mas ao fim e ao cabo, importante é o D. Pepe, que é bem tratado e não tem que se preocupar com as questões comezinhas do OE. E deve estar quase a poder ir às gatas.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 25 de Fevereiro de 2010 – O Pepe – um dos nossos gatos -, esteve três dias desaparecida, contribuindo para um imenso mal-estar cá em casa, onde é tratado como um pequeno príncipe. Reapareceu sem quaisquer mazelas e com o pêlo lustroso, factos que indiciam que terá sido bem tratado lá por onde andou.

Regressou esta manhã para grande gáudio da Filipa, que sempre se assumiu como a sua dona. Ambos se querem muito bem, a Filipa e o Pepe, ou melhor dizendo, mestre Pepe, que com ela preparou o mestrado em Literatura Portuguesa. É um gato altamente preparado e que bem merece ser reconhecido, dentro e fora de casa, não só pelos dotes já evidenciados; mas, também, por tudo o que ainda poderá vir a fazer. “Casos futuros” dos quais vos hei-de dar notícias.

D. Pepe regressou e cá em casa é a notícia do dia. Bem mais importante que o caso”face oculta” e os testemunhos dos directores de jornais. Sim, porque D. Pepe regressou e não nos veio contar mentiras e/ ou meias-verdades. E trouxe, ao terceiro dia, alegria à nossa casa!