quinta-feira, maio 19, 2011

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 19 de Maio de 2011 - Tenho grande estima pessoal por Jerónimo de Sousa, que conheço há trinta e tal anos e de quem sou quase vizinho. Jerónimo de Sousa, que encontro nos mais variados locais e com quem troco, quando calha, meia dúzia de palavras, é um genuíno filho do povo, cujo sentir mais profundo interpreta na perfeição. Muito jovens ainda pertencemos aos corpos sociais de uma colectividade de Santa Iria de Azóia – a 1º de Agosto Santiriense - apanhávamos o mesmo comboio, todas as manhãs, no apeadeiro de Santa Iria. Jerónimo já era então deputado. E era muito giro irmos de comboio, num compartimento sem bancos, que, creio, era destinado aos revisores.


Sigo a par e passo a actividade do secretário-geral do PCP; nomeadamente, aquilo que as televisões mostram e que eu consigo ver. É um homem sério, batalhador e generoso, que tem sabido granjear o respeito de muitos dos seus adversários políticos. De grande estatura moral e humana, Jerónimo desempenha o seu papel o melhor que sabe e pode, defendendo os interesses dos comunistas portugueses.


É certo que Jerónimo tem as suas limitações nomeadamente no plano discursivo, mas nem por isso deixa de se bater com galhardia com economistas, engenheiros e licenciados em direito para desespero de comentadores e profissionais da comunicação, que, amiúdo, lembram o chinquilho, os bailes populares, o carinho pelas colectividades de cultura e recreio, o prazer de um copo ou de uma boa comezaina. E agora há até quem lhe chame “habilidoso”, “ignorante”, “intuitivo” e outros mimos. Saídos das universidades, onde se formaram os sábios que conduziram o país à bancarrota, estes idiotas pretendem apenas achincalhar o homem, esquecendo-se que achincalham simultaneamente uma parte significativa do povo português. E não são só os votantes do PCP.


Pobres idiotas!

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