sexta-feira, julho 11, 2008

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 11 de Julho de 2008 – Grande e sonorosa foi a solidariedade manifestada a favor de Ingrid Betancourt. Dir-se-ia que o mundo inteiro de uniu (não para tramar como cantou Rui Veloso) para libertar a antiga senadora colombiana, que as FARC mantiveram cativa durante anos.

Soube, entretanto, que Guillermo Rivera Fúquene, comunista e dirigente sindical “dos funcionários da autarquia” de Bogotá, desapareceu em 22 de Abril último, dele se desconhecendo o paradeiro.

Se o mundo fosse um espaço limpo, todos aqueles que exigiram, justamente, a libertação de Ingrid Betancourt, deveriam agora exigir que sejam feitos todos os esforços para encontrar Guillermo Rivera Fúquene, questionando o poder instituído em Bogotá e o presidente Álvaro Uribe.

Vamos esperar para saber se a generosidade de muitos dos nossos escribas dos jornais e dos “blogues” esbarra no preconceito ideológico. Estou convencido que Guillermo Rivera Fúquene não vai contar com tantos empenhos. E no fundo, é tão-somente um colombiano, tal como Ingrid Betancourt, distinguindo-o apenas as particularidades de ser comunista e dirigente sindical.

Quem vai chorar o pai da pequena Chiara Rivera?

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