segunda-feira, julho 20, 2009

DO MEU DIÁRIO

Cotovia,17 de Julho de 2009De facto, só o regime democrático permite Alberto João Jardim à frente de um governo regional, mesmo quando é consabido que o homem convive mal com a democracia e a liberdade.

Jardim, que é uma caricatura de estadista, mesmo que o seu território seja um pequeno arquipélago, é uma indignidade política. A tolerância que lhe tem sido creditada ao longo dos trinta e cinco anos de democracia, sob o pretexto de que é uma personalidade muito peculiar e mais ou menos inimputável, deixa-o medrar e confere-lhe força para fazer as mais abjectas propostas políticas. Desta feita, o tiranete ilhéu queria a extinção do PCP. Certamente, para melhor poder maltratar a democracia e a república.

Se a chefe continental de Jardim, que já advogou a suspensão da democracia para poder implementar reformas políticas, não quebrar o silêncio e alto e bom som não condenar a atitude de Jardim, torna-se cúmplice deste pretenso patusco com ideário totalitário. E o mesmo é válido para os democratas do PS.

E também o “senhor Silva”, agora presidente da república tem o dever moral de se pronunciar. Duvido, no entanto, que o venha a fazer. Politicamente, têm a mesma matriz identitária.

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