quinta-feira, janeiro 12, 2012

DO MEU DIÁRIO



Santa Iria de Azóia, 12 de Janeiro de 2012 -A moderníssima poesia portuguesa passou-me ao lado, até muito tarde, por três razões principais: o exercício de uma profissão principal, a acumulação de horários lectivos pós-laborais e o desinteresse pelo que se ia publicando de novos autores. Dir-se-ia que vivia alheio ao que publicavam os autores que surgiram a partir dos anos oitenta. E pelas razões antes expostas, Isabel Mendes Ferreira só muito tarde entrou no rol dos poetas meus conhecidos. Foi no “blogue” de Lídia Martínez, artista plástica, bailarina, actriz, poeta, etc., que vi os nomes de Isabel Mendes Ferreira, Víctor Oliveira Mateus e Graça Pires, entre outros. José Antunes Ribeiro, poeta e editor, era meu amigo já há décadas.
Eu, como é sabido, também vou juntando algumas palavras, fazendo da quadra de matriz mais ou menos popular o terreno da minha lavoura. Sem desdém, no entanto, por textos de outra natureza, aos quais, por pudor, apelido de fragmentos com poesia, que têm sido publicados, mas não convenientemente distribuídos. Tem sido o “blogue” pessoal, MUSICA MAESTRO, o meu veículo de eleição para dar a conhecer o que vou fazendo no campo desta quotidiana luta com as palavras.
Isabel Mendes Ferreira apareceu uma vez como comentadora; e, generosamente, deixou naquele seu jeito muito peculiar, o seguinte comentário: “passei por aqui e gostei do que vi”. Se as palavras não foram exactamente estas, creio que não estou a trair o sentido do que então foi escrito. E elas marcam, indiscutivelmente, o meu interesse por esta notável voz da poesia portuguesa, cujo último trabalho, As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar, estou a ler com calma e atenção. Deste conjunto enorme de textos, que traz lágrimas no título e começa com uma elegia, hei-de, mais tarde, escrever detalhadamente.

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