SE EU FOSSE COMO CAMÕES
Se eu fosse como Camões,
Havia de te fazer,
Amor, versos geniais,
Muitas trovas de encantar!
Pintar-te-ia morena
E de outras cores sadias.
Blusa vermelha decerto
E calças de ganga azul.
Assim irias à fonte
- Discreta como se vê -,
Leda e bela ao meu encontro.
E haveria de deixar
Teu rosto ruborizado
Com mil beijos, mil ou mais.
sábado, fevereiro 12, 2011
O TEMPO
I
É o tempo
- o inexorável tempo -,
Que atenua a mágoa
E mostra
Quão profundas
Eram as raízes.
II
Um Verão vai
E outro vem.
E neste vaivém,
Decorre
A minha vida.
Esta vida que vai,
Vai e não vem.
III
Lentas,
As nuvens vêm
E vão.
Umas deixam (m)água
E outras não.
Ah, só o Verão,
Esplendoroso,
Alegra
O meu coração.
IV
O Outono
e o Inverno,
Decididamente,
Não!
(inédito)
I
É o tempo
- o inexorável tempo -,
Que atenua a mágoa
E mostra
Quão profundas
Eram as raízes.
II
Um Verão vai
E outro vem.
E neste vaivém,
Decorre
A minha vida.
Esta vida que vai,
Vai e não vem.
III
Lentas,
As nuvens vêm
E vão.
Umas deixam (m)água
E outras não.
Ah, só o Verão,
Esplendoroso,
Alegra
O meu coração.
IV
O Outono
e o Inverno,
Decididamente,
Não!
(inédito)
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
A LUSITANA MANIA
A lusitana mania
De esperar por quem não vem
Provoca melancolia,
Muito mal e nenhum bem.
Sempre de calças na mão
Ou esta à esmola estendida.
Tão estranha condição,
Tornou-se um modo de vida.
Era preciso matar
Esse rei Sebastião,
que não pára de enganar
a nossa triste nação!
Ao mito do desejado
Dê-se um combate eficaz.
Traz este país castrado
Ou capado, tanto faz.
(Barata, Manuel, Fragmentária Mente, ed. Alecrim, 2009)
terça-feira, fevereiro 08, 2011
DO MEU DIÁRIO
LIVROS E LIVRARIASSanta Iria de Azóia, 8 de Fevereiro de 2011 – Nos finais dos anos sessenta, Castelo Branco não tinha – ou eu não me lembro de ter-, uma livraria a sério. E no entanto, lia-se muito na capital da Beira Baixa e coisas com qualidade.
É certo que a Semedo, ao cimo da rua D. Dinis, papelaria e livraria, tinha sempre alguns títulos nacionais e estrangeiros com muito interesse. Foi lá que comprei o meu primeiro Rimbaud e também José Gomes Ferreira, que era então um poeta muito em voga. Nuno Semedo, sempre descaído para o lado da literatura, para além de ser uma pessoa afável, também ia dando algumas dicas em relação a certos títulos e autores.
Porém, creio que o local dos livros por excelência era o quiosque Vidal, onde um tal José Fernandes – é o do Vidal, não o do Eça -, aconselhava e guardava os livros que iam resistindo à brigada dos costumes. O Zé Fernandes lia muito; nomeadamente lombadas, facto que lhe permitia depois fazer as suas próprias sinopses. Acresce que, apesar da sua juventude, José Fernandes era um “jeune homme” de formação democrática.
O quiosque Vidal, que ainda existe, é hoje um sítio atascado de jornais e revistas, com alguns livros ainda nas prateleiras mais altas, mas já não é o ponto de encontro de uma certa intelectualidade albicastrense. Contudo, é talvez o sítio onde se podem encontrar mais publicações de carácter etnográfico.
As papelarias Nogueira, Narciso e S. José, também comercializavam livros; porém, faltava-lhes a qualidade da Semedo e do quiosque Vidal. Ou melhor, ter-lhes-á faltado Nuno Semedo e José Fernandes.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
DO MEU DIÁRIO
LIVRARTE-LIVROS E ARTEMoscavide, 7 de Fevereiro de 2011 - Eu sempre gostei de livros e de livrarias, e, talvez por isso mesmo, quando vou a centros comerciais com a família, marco sempre o reencontro numa livraria.
Tive uma infância sem livros. O primeiro que aportou a minha casa, para além do manual da 1ª classe, chamemos-lhe assim, foi um livro de capa amarela, escrito em latim, que me foi dado pelo Pe. António Tavares Valente, pároco da Mata, e ainda hoje não sei porquê. Perdi-lhe o rasto sem nunca o ter folheado de fio a pavio, porque o latim só havia de chegar 20 anos depois, em dose económica, com a ajuda do grande linguista, poeta e também padre, de seu nome Tarcísio Alves.
O primeiro grande livro que me chegou às mãos, a obra poética de Manuel da Fonseca, edição da Portugália, foi-me igualmente oferecido. Por um amigo de infância e adolescência, que ainda considero meu amigo, embora não no modo como a amizade era encarada por Frei Amador Arrais. Na verdade, há muitos anos que não vejo o Raul Cabrito Paulo, que, ao que julgo saber, vai dividindo a vida entre Queluz e Malpica do Tejo, no concelho de Castelo Branco.
Depois veio o ano de 1969 e as eleições para a Assembleia Nacional do Dr. Caetano e capangas. E os tempos mudaram, e mudaram muito, ou melhor dizendo, começaram a mudar vertiginosamente, nos planos político, económico e social. E também no que concerne à minha relação com os livros. De 1969 à actualidade, comprei milhares de livros e ofereceram-me centenas. Sou autor de alguns títulos, de méritos duvidosos, e tenho planos para livros futuros, meus e alheios.
Estou convencido de que o cheiro do papel velho ou recentemente impresso e das tintas me hão-de acompanhar até ao fim d vida. Na verdade, "De e com livros tem sido feita a minha vida".
sábado, fevereiro 05, 2011
DO MEU DIÁRIO
Santa Iria de Azóia, 5 de Fevereiro de 2011 – Ontem, 4 de Fevereiro, não quis propositadamente falar de 4 de Fevereiro, porque há dois 4 de Fevereiro importantes para mim: o início da guerra colonial em Angola, no já distante ano de 1961, e o desaparecimento de meu pai, em 2009. Portanto, tenho a minha vida ligada ao 4 de Fevereiro e assim continuará a ser, doravante.
No dia 4 de Fevereiro de 1975, há trinta e seis anos, portanto, eu estava em Luanda e estava doente. Já não sei qual era a maleita, mas estava doente. Cumpria o serviço militar obrigatório na CCS de um batalhão importante, o 4511, comandado já por Francisco Granjo de Matos, tenente-coronel de infantaria. Tinha interrompido, voluntariamente, pela primeira vez, a minha actividade de fumador, que durou até Julho desse ano.
O meu batalhão estava sedeado no GAC-1, em Alvalade, ali a dois passos do cinema com o mesmo nome e da emissora oficial de Angola. Tinha quarto num dos últimos edifícios construídos pelo exército português, naquelas instalações militares, quase junto à rede da estrada que dava acesso ao aeroporto e a outros quartéis, nomeadamente os Adidos e a PM. E tudo isto vem a propósito do 4 de Fevereiro de 1975, pois foi naquele dia que regressou a Luanda o autor de Sagrada Esperança, António Agostinho Neto.
O desfile durou horas: muitas centenas de camionetas carregadas de nativos, centenas de milhar de pessoas desfilando e dançando com os seus melhores trajes e cantando canções autóctones, numa poderosa manifestação de patriotismo e desejo de independência. Apesar de estar doente, sentei-me nas traseiras do edifício e fiquei horas a gozar também o regresso do mítico dirigente do MPLA. Mais tarde foi o regresso de Savimbi. Holden Roberto, que mais tarde havia de nos surgir como um velho simpático, nunca chegou a regressar.
A esta distância, e numa análise sem paixão, acho que tudo valeu a pena, ainda que muitos dos dirigentes de Angola se tenham revelado mais tarde verdadeiros tiranos, verdadeiros crápulas, verdadeiros bandidos. Naquele contexto, todavia, não havia volta a dar. Todos nós estávamos cansados e aqueles territórios não eram, de facto, o prolongamento do Portugal europeu.
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
COM O NETO JOÂOSanta Iria de Azóia, 4 de Fevereiro de 2011 – À hora a que alinhavo estas linhas, sei bem que minha mãe lá estará na Mata, de lágrima ao canto do olho, só e corroída de saudades. Faz hoje dois anos que deixámos o meu pai no Campo da Verdade. E neste dia, mais uma vez, fico a dever-lhe um ramo de flores.
Eu recordo o meu pai com uma enorme saudade. É certo que não era dado a grandes manifestações de ternura; porém, por detrás daquela máscara, por vezes rude, existia um homem imensamente sensível e um bom, capaz de abundantes gestos de generosidade, que incluíam mesmo aqueles que não eram da nossa família. Na nossa casa, quem entrava era bem tratado.
Não sei se a Filipa se lembrará, hoje, do avô. Provavelmente sim e é capaz de telefonar e falar com a avó. Os restantes familiares, entretidos com as suas importantes vidas e com as suas importantes pessoas, não se lembrarão. E se calhar é assim mesmo que deverá ser, que a comiseração não faz bem a ninguém. Também não tenho intenções de falar mais, hoje, deste assunto, a não ser com minha mãe, com quem falo todos os dias e por vezes mais do que uma vez.
E aqui ficam estas palavras desajeitadas, que é a forma que tenho de prestar uma homenagem a uma das pessoas que mais amei.
Eu recordo o meu pai com uma enorme saudade. É certo que não era dado a grandes manifestações de ternura; porém, por detrás daquela máscara, por vezes rude, existia um homem imensamente sensível e um bom, capaz de abundantes gestos de generosidade, que incluíam mesmo aqueles que não eram da nossa família. Na nossa casa, quem entrava era bem tratado.
Não sei se a Filipa se lembrará, hoje, do avô. Provavelmente sim e é capaz de telefonar e falar com a avó. Os restantes familiares, entretidos com as suas importantes vidas e com as suas importantes pessoas, não se lembrarão. E se calhar é assim mesmo que deverá ser, que a comiseração não faz bem a ninguém. Também não tenho intenções de falar mais, hoje, deste assunto, a não ser com minha mãe, com quem falo todos os dias e por vezes mais do que uma vez.
E aqui ficam estas palavras desajeitadas, que é a forma que tenho de prestar uma homenagem a uma das pessoas que mais amei.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
LISBOA GOSTA DE FARRA
Lisboa gosta de farra,
Festeja todos os santos.
É como a leda cigarra,
Não vai com choros e prantos.
Com ar triste canta o fado
- Faz parte da convenção –
Bebe um tinto, passa ao lado
E lá se vai a paixão.
Velha Lisboa querida,
Sempre leal e valente,
Sempre audaz e destemida
E ilustre resistente.
Nas curvas mais apertadas,
Faz das tripas coração.
Vence! Águas passadas,
Volta à sua vocação.
Ora séria matrona,
Ora mocinha garrida,
Tratada por tu ou dona,
É alegre e divertida.
Lisboa gosta de farra,
Festeja todos os santos.
É como a leda cigarra,
Não vai com choros e prantos.
Com ar triste canta o fado
- Faz parte da convenção –
Bebe um tinto, passa ao lado
E lá se vai a paixão.
Velha Lisboa querida,
Sempre leal e valente,
Sempre audaz e destemida
E ilustre resistente.
Nas curvas mais apertadas,
Faz das tripas coração.
Vence! Águas passadas,
Volta à sua vocação.
Ora séria matrona,
Ora mocinha garrida,
Tratada por tu ou dona,
É alegre e divertida.
segunda-feira, janeiro 31, 2011
É TÃO FELIZ O MEU AMOR
Esta quadra é um primor
- Tem perfeita construção -.
É pra dar ao meu amor,
Que trago no coração.
Há quem dê flores e rosas
E outras coisas de valor.
Eu só dou versos e prosas
E é tão feliz o meu amor.
Meu amor pede-me versos
Para animar o serão.
Já anda farta de terços
Rezados sem devoção.
E assim vamos vivendo,
Em paz e muita harmonia,
O coração entretendo
Com afagos de magia.
Esta quadra é um primor
- Tem perfeita construção -.
É pra dar ao meu amor,
Que trago no coração.
Há quem dê flores e rosas
E outras coisas de valor.
Eu só dou versos e prosas
E é tão feliz o meu amor.
Meu amor pede-me versos
Para animar o serão.
Já anda farta de terços
Rezados sem devoção.
E assim vamos vivendo,
Em paz e muita harmonia,
O coração entretendo
Com afagos de magia.
sábado, janeiro 29, 2011
PEQUENA HOMENAGEM
FRAGMENTÁRIA MENTE de Manuel Barata, de pulôver encarnado.
Quadra bem João Teixeira- Oh, que belas quadras faz! –
Ironia de primeira,
Em ritmo calmo e sagaz.
Eu gosto deste poeta
Do “coisismo” já chamado.
Para mim tem a faceta
De ser firme e delicado.
Usa o verbo com mestria
E cada dia melhor.
É do Alentejo a magia
Deste poeta de valor.
(Manuel Barata, Inéditas)
CASAS DE ALTERNE
Entro nas casas de alterne
Por obrigação profissional;
Mas topam imediatamente
Os frequentadores habituais
E aquelas noctívagas mulheres
Quão estranho me sinto e sou
Dentro de tais aquários.
Lisboa tem para todos os gostos
E para todas as carteiras:
Moldavas, lusas, brasileiras,
De cabelos pretos, ruivos, loiros.
O à-vontade ganha-se indo,
Os pidgins aprendem-se falando.
O fundamental é ter pilim!
Entro nas casas de alterne
Por obrigação profissional;
Mas topam imediatamente
Os frequentadores habituais
E aquelas noctívagas mulheres
Quão estranho me sinto e sou
Dentro de tais aquários.
Lisboa tem para todos os gostos
E para todas as carteiras:
Moldavas, lusas, brasileiras,
De cabelos pretos, ruivos, loiros.
O à-vontade ganha-se indo,
Os pidgins aprendem-se falando.
O fundamental é ter pilim!
domingo, janeiro 23, 2011
sábado, janeiro 22, 2011
sexta-feira, janeiro 21, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
DO MEU DIÁRIO
Santa Iria de Azóia, 19 de Janeiro de 2011 – O caso Castro continua a encher espaços informativos nas televisões e a coisa parece estar para durar. Basta que o presumível assassino não se declare culpado e, por mais célere que seja a justiça americana, teremos festim com duração imprevisível. Na verdade, algo fede neste velho reino da Lusitânia.
A campanha para as presidenciais tem sido ofuscada por este caso macabro, que as televisões, quais abutres, não largam. Não me espantará, portanto, que a abstenção aumente ou que os portugueses, hoje menos exigentes do que ontem, vão votar maioritariamente num candidato medíocre. O caso Castro até vai distraindo os portugueses do endividamento do país e do modo como o governo tem estado a lidar com o problema.
Eu queria que esta campanha fosse viva e esclarecedora. Eu explico melhor: gostava que o presidente de Portugal, que volta a ser candidato, pudesse esclarecer cabalmente as questões que lhe têm sido postas, sim, as de natureza patrimonial, para que quem nele vota não o faça só porque sim. E gostava também que todos esclarecessem os portugueses sobre matérias como a educação, o estado social, a justiça, etc.
Tenho dúvidas, se o resultado for o que é espectável, que o presidente de Portugal, que não o de todos os portugueses, possa cumprir até ao fim o seu mandato. Se tudo o que há para esclarecer não for esclarecido até sexta-feira, sê-lo-á mais tarde ou mais cedo e com graves custos para Portugal. A não ser que aceitemos definitivamente que a nossa pátria é uma república das bananas.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
DO MEU DIÁRIO
Moscavide, 11 de Janeiro de 2011 - Imbecilizada, a populaça entretém-se com o assassinato de Carlos Castro, um cronista social. Para esta adesão doentia muito têm contribuído os media, nomeadamente as televisões, que servem deste menu doses exageradas.
Para dizer a verdade, vi a vítima duas ou três vezes na televisão e não apreciei o género. Posso até dizer que, se tivesse morrido sem alarido, nunca mais me lembraria do cronista dito social. De resto, como não me lembraria de muitas outras figuras das revistas cor-de-rosa e da tv. Não fazem o meu género. Ponto. Lembro-me da morte de Luís Miguel Nava, um grande poeta português, e não me recordo de tanto “arroído”. Escrevia versos e morreu em Bruxelas.
Enquanto esperava para fazer um electrocardiograma, hoje, em Moscavide, ouvi um relato do caso de Nova Iorque, aos solavancos, com a justiça de permeio, que me arrepiou durante vários minutos. Nas televisões, nos jornais e nas redes sociais, posso evitar o caso; porém, o pior é quando somos assaltados assim, desarmados, numa sala de espera.
Ainda me apeteceu pedir à mulher para se calar; no entanto, mandou o decoro que me mantivesse em silêncio, que a língua daquela nossa concidadã poder-me-ia aspergir com o seu, por certo, letal veneno.
domingo, janeiro 09, 2011
DO MEU DIÁRIO
Santa Iria de Azóia, 9 de Janeiro de 2011 – Quando viajo por esse país fora, fico contente quando vejo os campos lavrados, as oliveiras limpas, a cortiça tirada, manadas ou rebanhos a pastar. Sinto a mesma emoção na Beira Baixa, no Alentejo e noutras regiões de Portugal.
Antes de sermos um país mais ou menos industrializado, fomos um país rural. De resto, a minha infância foi passada na Beira Baixa, em contacto com o campo e com as actividades ao campo ligadas. É por isso que me alegro quando vejo os campos tratados e entristeço quando os vejo abandonados.
Sei bem quão difícil é a vida do campo; sobretudo, onde os homens e as mulheres têm que fazer todo o trabalho. Sei quanto custa colher azeitona à unha, de sol-a-sol; sei quanto custa tratar das hortas nas leiras da sobrevivência; sei quanto custa tratar do gado - ainda que a antiga transumância tenha desaparecido -, na região onde nasci. Compreendo, portanto, as razões primeiras da desertificação do interior e a consequente litoralização de um país inteiro.
Nos últimos tempos, com a crise instalada, tem-se falado na necessidade de fazer aumentar a produção agrícola nacional. Tem-se falado, igualmente, na necessidade de olhar de novo para o mar. E creio bem que esses sejam os caminhos que terão que ser percorridos. Ter-se-á que voltar aos sítios de onde se partiu ou a onde deixou de se ir. Agora, certamente, com sacrifícios redobrados.
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