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terça-feira, dezembro 13, 2011

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 13 de Dezembro de 2011 – Era bom que alguém levasse aquela senhora alemã, que quer governar toda a Europa, a um bom oftalmologista. É que eu vejo a senhora sem óculos – e não topo se usa, ou não, lentes de contacto – e sei que ela sofre de miopia. De uma miopia tão grave, que um dia há-de ter que comprar um cão para poder andar na rua.


Édipo ainda teve Antígona, boa filha e também boa irmã, que o amparou, quando, finalmente, percebeu a causa das desgraças que se abatiam sobre Tebas e teve de deixar o poder. Édipo cegou-se e quis expiar todos os seus crimes, chamemos-lhe assim. A sr.ª Ângela, que de anjo pouco terá, terá mesmo de comprar um cão, porque quando cair em Berlim, não terá nenhuma Antígona a seu lado.


Mas era óptimo que levassem Merkel a um bom oftalmologista - nunca a Medina Carreira nem a António Barreto -, porque a miopia da senhora já trouxe muita desgraça e mais desgraça trará, se não lhe receitarem um eficaz par de óculos.


Sim, o problema da Europa e do Ocidente é a desindustrialização. Mais o capital beduíno e as holandas e os patriotas do cifrão, que tudo vêem e tudo medem em função dos seus mesquinhos e insaciáveis interesses. E também do espírito santo e de todos os espíritos santos lusos e do mundo inteiro.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

DO MEU DIÁRIO

Moscavide, 11 de Janeiro de 2011 - Imbecilizada, a populaça entretém-se com o assassinato de Carlos Castro, um cronista social. Para esta adesão doentia muito têm contribuído os media, nomeadamente as televisões, que servem deste menu doses exageradas.

Para dizer a verdade, vi a vítima duas ou três vezes na televisão e não apreciei o género. Posso até dizer que, se tivesse morrido sem alarido, nunca mais me lembraria do cronista dito social. De resto, como não me lembraria de muitas outras figuras das revistas cor-de-rosa e da tv. Não fazem o meu género. Ponto. Lembro-me da morte de Luís Miguel Nava, um grande poeta português, e não me recordo de tanto “arroído”. Escrevia versos e morreu em Bruxelas.

Enquanto esperava para fazer um electrocardiograma, hoje, em Moscavide, ouvi um relato do caso de Nova Iorque, aos solavancos, com a justiça de permeio, que me arrepiou durante vários minutos. Nas televisões, nos jornais e nas redes sociais, posso evitar o caso; porém, o pior é quando somos assaltados assim, desarmados, numa sala de espera.

Ainda me apeteceu pedir à mulher para se calar; no entanto, mandou o decoro que me mantivesse em silêncio, que a língua daquela nossa concidadã poder-me-ia aspergir com o seu, por certo, letal veneno.

quinta-feira, junho 17, 2010

DO MEU DIÁRIO

Santa Iria de Azóia, 17 de Junho de 2010 – As crises, confesso, não me estimulam a pena. Para dizer a verdade, passo agora dias e dias sem escrever uma linha. Dir-se-ia que gosto mais de assistir ao debitar voluptuoso de outros escribas, muitos dos quais debitam disparates à velocidade da luz.

Os defensores de Sócrates esgrimem argumentos e mais argumentos, caninos muitos, mas que esbarram diariamente nas paredes espessas e consistentes da realidade. Sócrates é apenas, no momento que passa, o cabo que vai cumprindo as ordens dos donos de Bruxelas, Berlim e Paris, que, por sua vez, andam ao toque de caixa das chamadas agências de notação financeira.

O dr. Coelho vai dando os seus passos como dirigente, ora associando-se ao eng. Sócrates, ora dissociando-se do eng. Sócrates, convencido que um dia vai, e provavelmente vai, ser o cabo de serviço. Porém, o dr. Coelho não tem nada de diferente a propor ao país e por isso diz que não tem pressa de chegar ao poder. Acredita que este lhe cairá no regaço por obra e graça de uma profunda crise que não se sabe bem quando e como acabará.
O que eu sei de ciência segura é que a Europa vive hoje a sua maior crise do pós-guerra, porque os europeus, laxistas, entregaram o governo dos respectivos países, os do Sul e também os do Centro, aos inimigos ideológicos do seu modelo de sociedade. A dona Merkel, o senhor Sarkozy e o senhor Berlusconi (?), são apenas alguns dos exemplos que me ocorrem. E andamos para aqui todos a fazer de conta, que nem baratas tontas, que a crise tinha que acontecer, porque os estados gastam mais do que deviam.