domingo, novembro 21, 2010
sexta-feira, novembro 19, 2010
quinta-feira, novembro 18, 2010
UM RETRATO
(para JOSÉ RIBEIRO)
I
“Cada coisa
Em cada momento.”
“E se o amor
For premente,
Que só ele
Habite
A minha mente.”
II
“Os livros...
Os livros
Aconteceram
E foram
A minha glória
E desventura.”
“Aconteça
O que acontecer,
Louvarei
Todas as horas
Que lhes dediquei.”
III
“Oh!, pudesse eu
Resolver
Os meus problemas
Com sorrisos
E bonomia…”
“Claramente,
Outro galo
Cantaria!....”
Manuel Barata, FRAGMENTÁRIA MENTE, Ed. Alecrim, 2009
(para JOSÉ RIBEIRO)
I
“Cada coisa
Em cada momento.”
“E se o amor
For premente,
Que só ele
Habite
A minha mente.”
II
“Os livros...
Os livros
Aconteceram
E foram
A minha glória
E desventura.”
“Aconteça
O que acontecer,
Louvarei
Todas as horas
Que lhes dediquei.”
III
“Oh!, pudesse eu
Resolver
Os meus problemas
Com sorrisos
E bonomia…”
“Claramente,
Outro galo
Cantaria!....”
Manuel Barata, FRAGMENTÁRIA MENTE, Ed. Alecrim, 2009
terça-feira, novembro 16, 2010
ARIADNE - I
Ariadne chorou,
Chorou muito sentida,
Quando Teseu,
Sem uma palavra,
A deixou.
Podia ter chorado
O novelo do fio
Ou a espada
Que lhe deu. Não.
Ariadne chorou,
Traída e magoada,
O modo
como Teseu zarpou:
Sem uma carícia,
Sem um gesto,
Sem uma palavra.
ARIADNE -II
Quisesses tu,
-Ó doce filha de Minos - !
Dar-me
Por amor
Um novelo de fio
Igual ao de Teseu...
Desvendados os mistérios
Do meu labirinto,
Num veleiro de sonho,
Sem hesitação,
Levar-te-ia
Onde nos levasse
O coração.
Manuel Barata, FRAGMENTOS COM POESIA, Ulmeiro, Lx., 2005
Ariadne chorou,
Chorou muito sentida,
Quando Teseu,
Sem uma palavra,
A deixou.
Podia ter chorado
O novelo do fio
Ou a espada
Que lhe deu. Não.
Ariadne chorou,
Traída e magoada,
O modo
como Teseu zarpou:
Sem uma carícia,
Sem um gesto,
Sem uma palavra.
ARIADNE -II
Quisesses tu,
-Ó doce filha de Minos - !
Dar-me
Por amor
Um novelo de fio
Igual ao de Teseu...
Desvendados os mistérios
Do meu labirinto,
Num veleiro de sonho,
Sem hesitação,
Levar-te-ia
Onde nos levasse
O coração.
Manuel Barata, FRAGMENTOS COM POESIA, Ulmeiro, Lx., 2005
segunda-feira, novembro 15, 2010
domingo, novembro 14, 2010
sábado, novembro 13, 2010
A CRIANÇA SEM INFÂNCIA
I
A criança sem infância
Aconteceu
O braço cresceu tenso
E jamais vergou.
II
Cresceu de punho erguido
Com uma rosa vermelha
Entre os dedos.
A criança traída
Por seu sorriso
Sem segredos.
III
É em pequenino
Que se aprende
A amar a sério,
Porque o amor,
Aprendido assim,
Não tem mistério.
In FRAGMENTOS COM POESIA, 2009
I
A criança sem infância
Aconteceu
O braço cresceu tenso
E jamais vergou.
II
Cresceu de punho erguido
Com uma rosa vermelha
Entre os dedos.
A criança traída
Por seu sorriso
Sem segredos.
III
É em pequenino
Que se aprende
A amar a sério,
Porque o amor,
Aprendido assim,
Não tem mistério.
In FRAGMENTOS COM POESIA, 2009
segunda-feira, novembro 08, 2010
sábado, novembro 06, 2010
A ACTUALIDADE DE EÇA
"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria.
Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo."
Eça de Queirós
(Escrito em 1871)
O INEXORÁVEL TEMPO
É o tempo
- o inexorável tempo -,
Que atenua a mágoa
E mostra
Quão profundas
Eram as raízes.
II
Um Verão vai
E outro vem.
E neste vaivém,
Decorre
A minha vida.
Esta vida que vai,
Vai e não vem.
III
Lentas,
As nuvens vêm
E vão.
Umas deixam (m)água
E outras não.
Ah, só o Verão,
Esplendoroso,
Alegra
O meu coração.
IV
O Outono,
Decididamente,
Não!
DO MEU DIÁRIO
Santa Iria de Azóia, 9 de Abril de 2008 – A fotografia está-me na massa do sangue. Por isso mesmo, contam-se às centenas cá em casa. É uma forma outra de ir escrevendo as minhas memórias ou de guardar memória de objectos, sítios e pessoas, que, num dado momento, me disseram algo.
A convite da Alexandra, colaboro no “blogue” Duas Lentes, onde, um pequeno escol de fotógrafo(a)s amadore(a)s, publica fotografias de grande beleza, e, por vezes, originais e mesmo insólitas. No que me diz respeito, confesso que gosto da experiência, embora me falte a sensibilidade das colegas do “blogue”.
Graças a esta experiência, agora ando sempre munido de uma máquina para captar imagens, aqui e ali, que, à semelhança dos actos de fala, são momentos únicos e irrepetíveis.
A convite da Alexandra, colaboro no “blogue” Duas Lentes, onde, um pequeno escol de fotógrafo(a)s amadore(a)s, publica fotografias de grande beleza, e, por vezes, originais e mesmo insólitas. No que me diz respeito, confesso que gosto da experiência, embora me falte a sensibilidade das colegas do “blogue”.
Graças a esta experiência, agora ando sempre munido de uma máquina para captar imagens, aqui e ali, que, à semelhança dos actos de fala, são momentos únicos e irrepetíveis.
quinta-feira, novembro 04, 2010
quarta-feira, novembro 03, 2010
terça-feira, novembro 02, 2010
segunda-feira, novembro 01, 2010
sábado, outubro 30, 2010
DO MEU DIÁRIO
MARADONA
Santa Iria de Azóia, 30 de Outubro de 2010 – Diego Armando Maradona – el Pibe – festeja hoje os seus cinquenta anos. O nem sempre transparente mundo do futebol festeja hoje o aniversário de um dos seus grandes ídolos.
Na sequência da expulsão de Maradona do mundial dos EUA, escrevi um texto em que falava de futebol e poesia. E creio bem que os poetas não me levarão a mal se disser que Diego Armando foi um grande poeta do futebol. O modo como tratava a bola, o modo como se entregava ao jogo, o engenho que ponha em tudo quanto fazia, tornaram-no um verdadeiro mito. Maradona estabeleceu a fronteira entre a prosa e a poesia, metaforicamente falando, obviamente.
Sempre polémico, mas sempre diferente, el Pibe é um ídolo à escala planetária, ao qual ninguém consegue ficar indiferente. Aimar no Benfica, ontem, e, Dí Maria, há momentos, no Real Madrid, marcaram golos que, certamente, não deixarão de ter Maradona no pensamento.
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