quinta-feira, março 15, 2007

MATA (UNIÃO FELIZ)


Oliveiras e citrinos dão-se às mil maravilhas nos terrenos argilosos da Mata.
Laranjas era a fruta mais abundante na aldeia.
E os figos já em pleno Verão.
É. É o clima mediterrânico da Mata.

terça-feira, março 13, 2007

MATA (OLIVAL)


Este é um olival velho e que acusa a proximidade da povoação.
Diz-se que os olivais não querem ver casas. O certo é que as oliveiras perto da povoação são diferentes: de menor porte e com mais ramos secos.
Vá-se lá saber porquê...

segunda-feira, março 12, 2007

AMO

Amo os dias luminosos
E fogosos do Verão,
À beira mar, vagarosos
E com muita animação.

Amo as formosas gazelas
Nos suaves areais.
Meus olhos partem com elas
Em seus passeios ‘stivais.

Amo os frutos saborosos,
Porém, o Outono não.
Quando cinzento e chuvoso
Lança-me na depressão.

Amo o crepitar do pinho
E uma boa cavaqueira.
Amo a cor rubi do vinho,
No conforto da lareira.

MATA (CAPELA DE S. PEDRO)


Suponho que é uma construção dos fins dos anos quarenta ou princípios dos anos cinquenta. Prima pela simplicidade.
Ali mora S. Pedro, sozinho, que é uma espécie de sentinela avançada para defesa da população da Mata.
À frente da capela, jogávamos futebol tardes inteiras. Sem uma gota de água para molhar a garganta.

domingo, março 11, 2007

MATA (OLIVAL)

A oliveira precedeu, obviamente, a fundação da Mata.

E terá conferido aos seus habitantes o traço mais marcante da sua personalidade: a perseverança.

Assim foi no passado, assim é no presente e assim será no futuro.

MATA (LIMOEIROS E OLIVEIRAS)


A Mata é conhecida pela qualidade do seu azeite e das suas azeitonas; porém, os citrinos e a figueira dão-se ali às mil maravilhas.
A fotografia é um naco da paisagem de um sítio chamado Senhora dos Caminhos, mesmo à beira da estrada.

sábado, março 10, 2007

sexta-feira, março 09, 2007

DO AMOR

É em pequenino
Que se aprende
A amar a sério,
Porque o amor,
Aprendido assim,
Não tem mistério.

quinta-feira, março 08, 2007

AMIGO de MONTESINHO

Antero dos Inocentes,
Trovador de inspiração,
Dá-nos versos comoventes:
Uns com mais fel, outros não.

Arranja sempre um motivo
Para versejar com graça.
Ora calmo ora emotivo,
Bonitos retratos traça.

Nunca perde a compostura,
- quem me dera ser assim! –
arranha com tal doçura,
com ironia sem fim…

Há dias até ousou
‘screver ao senhor Bagão.
E com risinhos mostrou
Como vai esta nação.

O seu culto da humildade
Não s’ pode levar a mal.
É um poço de qualidade,
Coisa rara em Portugal.

MATA (CASA-OFICINA)


A casa de materiais heterogéneos de três portas e uma janela, foi a residência e a oficina de sapateiro de Manuel dos Santos.
Tem seguramente uma das fachadas mais interessantes de todas as construções da Mata.

quarta-feira, março 07, 2007

Mr FRED


Um dos gatos cá de casa.
É o Mr Fred e vê-se que tem porte de lord.
Exímio caçador, temos mais apreço por ele
do que pelo reverendo Bonifácio de Eça.

terça-feira, março 06, 2007

MATA (UM FORNO EM RUÍNAS)


Na fotografia, vêm-se as ruínas de um antigo forno.
Trata-se, concretamente, do forno do ti Zé Balhau, no Bairro de Baixo.
Ali foi cozido o pão que matou a fome a muitos matenses.

segunda-feira, março 05, 2007

O CASTELO DE SESIMBRA


Do cimo das suas muralhas, vê-se terra e mar, o que é um privilégio raro.
Não tem a imponência doutros castelos portugueses; porém, poucos gozarão de tão imponente localização.

domingo, março 04, 2007



Prefiro rosas, meu amor, à pátria,

E antes magnólias amo

que a glória e a virtude.

Ricardo Reis, Odes.

MAGNÓLIAS


Só ter flores pela vida fora
Nas áleas largas dos jardins exactos
Basta para podermos
Achar a vida leve
Ricardo Reis, Odes.

sexta-feira, março 02, 2007

MATA (CENTRO DE DIA)


Vista lateral do Centro de Dia de Santa Margarida da Mata.
No local existiu, o lagar dos irmãos Melo.
É uma obra importante para a terceira idade e para a população em geral, porque ali funciona o POSTO MÉDICO da freguesia.

quinta-feira, março 01, 2007

PONTE VASCO DA GAMA


Vista da minha casa, em Santa Iria de Azóia.
Para além do céu nublado, vê-se a cobertura da estação de tratamento do lixo de S. João da Talha e a chaminé da Covina.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

COMO SE FOSSE ONTEM

Novembro de 1979. Vinte e nove ou trinta, pouco interessa. Batem as três da madrugada, no aeroporto da Portela. Vem de Tunes ou de outro sítio qualquer. Yasser Arafat, o mouro, pisa terras cristãs de Luso. Silas Cerqueira, Cunha Serra, Gualter Basílio e outros, aguardam o terrorista que fala como os poetas.
Lisboa é o centro do mund. Eden Pastora - que depois foi o que se sabe-; chega com passaporte diplomático, mas sem um tostão para gastar. Pedro Medina, que os deuses chamaram a si muito cedo, pagou medicamentos do seu próprio bolso. Daniel Ortega é o homem forte em Manágua.
Nanna Amida, do Assafir de Beitrute e do Le Monde, havia de chegar depois, com os seus cabelos de azeviche sobre as nádegas. Sim, a porta-voz dos negociadores de Bagdad, na Suiça, antes da primeira guerra do Golgo.
Lurdes Pintasilgo é a chefe do governo de Portugal. Ramalho Eanes, o presidente. Lisboa é o centro do mundo e Portugal um país decente.
Arafat, na Aula Magna, declara que já não há lugar para mais mortos na Terra Santa da Palestina.
Portugal é ainda anfitrião de causas nobres. Lisboa é o centro do mundo!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

MEMÓRIA

MEMÓRIA

(Em memória de minha avó paterna,
Maria, de seu nome completo).

Vejo-te sempre ali
Junto à lareira
No teu banquinho sentada
Os olhos muito abertos
Mas já sem brilho.


Vejo-te sempre ali
Junto à lareira
De viuvez vestida
Ansiosamente olhando
Mas não vendo nada.


Vejo-te sempre ali
Junto à lareira
Velho tronco devastado
Pelo simples fluir
Inexorável dos dias.


Vejo-te sempre ali
Junto à lareira
Vivo o lume
Os olhos muito abertos
Mas já sem brilho.

domingo, fevereiro 25, 2007

YASSER ARAFAT

Nas ruínas da Muqata
- o seu quartel-general -,
em campa muito pacata
jaz um mito universal.

Muitas vezes foi vencido,
Mas nunca foi derrotado.
De seu povo era querido,
Pelo mundo respeitado.

Era o homem do turbante
Por Israel combatido.
Físico insignificante?
Sim, mas forte e decidido.

Combatente de primeira;
Contudo, sempre acossado.
Era o mastro e a bandeira
da Nação-futuro-Estado